De volta à rotina. E aí, como foram as festas? Conseguiram descansar?
Alguns sequer descansaram, sabemos, mas você que ainda não parou, veja o lado bom: trabalhar faz bem, nos engrandece, nos deixa vivos...
Imagine você ter a vida de um Vorcaro ou de um Toffoli. Pior ainda se fôssemos o tal Johnatan de Jesus, relator do TCU que trabalha como um vassalo para contestar a liquidação feita pelo Banco Central ao Banco Master como se tivesse competência para isso.
Imagine as consequências de saúde que cidadãos como eles, que precisam agir sem princípios, valores, ou que precisam abandonar qualquer senso moral em troca de poder, devem sofrer. Dormir sem ajuda de remédios, tenham certeza, é algo impensável para eles.
Vivem doentes, assim como o nosso país que, também como alguns de nós, não conseguiu descansar nem no recesso de fim de ano.
Nosso gigante, que parece ter voltado a adormecer, finalizou o ano exausto com uma patética campanha contra sandálias de dedo e inicia o novo ano com uma movimentação pornográfica para salvar um banqueiro corrupto que tem no seu bolso uma infinidade de políticos e membros do Judiciário.
E pensar que, neste ano, ainda teremos eleições nacionais.
Promete
Neste segundo ano de mandato, o governo Soratto terá, necessariamente, que mostrar resultados consistentes. E os próximos dias prometem muitas realizações, pelo menos é o que se vislumbra a partir das manifestações vindas do Paço Municipal.
Não há dúvidas de que o problema do lixo dificultou a vida da administração pública. As críticas são absorvidas e reconhecidas pelos próprios gestores, que têm plena consciência de que é necessário resolver essa dificuldade urgentemente.
Só assim a cidade poderá parar de se preocupar para começar a vibrar com as possíveis novas conquistas.
Briga inglória
Os arroubos autoritários do ministro Alexandre de Moraes parecem não ter fim. Nem mesmo o contrato mal explicado da sua esposa com o Banco Master foi motivo suficiente para arrefecê-lo.
A bola da vez é o Conselho Federal de Medicina.
Moraes decretou, nesta última quarta-feira, a nulidade da determinação do CFM de instaurar sindicância para apurar denúncias sobre condições de atendimento médico prestadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, e há um erro crasso nessa decisão.
Briga inglória II
É verdade, realmente, que o CFM não tem competência sobre execução penal no STF, mas a sindicância anunciada não tinha por finalidade apurar ou avaliar a correção da custódia, e sim a atuação do médico responsável pelo atendimento médico prestado a Bolsonaro.
Não se discutiria atos administrativos, mas sim atos médicos que, sendo ou não patrocinados por agentes da Polícia Federal, estão sujeitos a processos disciplinares no âmbito do conselho do qual fazem parte.
E, ainda, até onde sabemos, Alexandre de Moraes não é médico e, portanto, não teria competência técnica para avaliar a correção ou não da atuação profissional.
Fora isso, há outra arbitrariedade do ministro. Mais uma vez, ele toma a decisão “de ofício”, sem ser provocado, o que só demonstra que ilegalidades latentes já não são mais empecilhos para que decisões estapafúrdias sejam tomadas pelos incautos do STF.
Briga inglória III
Alexandre de Moraes traz para si mais um embate desnecessário.
Ao ignorar a Lei 12.842/13 – que garante a autonomia do ato médico e a exclusividade do conselho em ditar normas técnicas – e invadir diretamente as prerrogativas legais do Conselho Federal de Medicina, o ministro compra uma briga contra um conselho poderoso.
As consequências jurídicas e institucionais deste embate são inimagináveis e podem gerar efeitos colaterais em outros conselhos profissionais no país.
Moraes, se algum dia leu a Bíblia, não deveria esquecer desta passagem: “A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda.”
Dinheiro pelo ralo
A prefeitura de Tubarão publicou edital de concorrência eletrônica para executar o enrocamento de taludes na margem esquerda do rio, no trecho da Avenida Getúlio Vargas. O investimento estimado é de R$ 5,8 milhões.
Pelo que imagino, a ação que contempla a implantação de estruturas de contenção com rochas deve ser feita em frente à sede do supermercado Angeloni, onde a beira-rio foi completamente devastada pela administração pública, que, em 2022, retirou as árvores que a compunham sob a justificativa de que havia risco à segurança da população.
Bom, pelo que se vê, o risco continua a existir, só que agora por outro motivo.
Quando você pensa nos atos das gestões anteriores do nosso município, não lhe parece que eram todos praticados com algum tipo de interesse privado, em detrimento do coletivo?
Era necessário realmente retirar todas as árvores daquele trecho ao ponto de termos que remediar com rochas, sob pena de uma séria erosão?
A decisão de retirar as árvores autorizada pela Funat foi estritamente técnica? Parece que não.
Jagua
Na minha infância, a praia que eu frequentava era a Jaguaruna, e é impressionante o quanto aquele sentimento de pertencimento àquele lugar ainda perdura.
Sempre que visito amigos, ando nas ruas, tomo uma cerveja no Bar do Nego ou passo pela igrejinha, brota uma nostalgia que me remete a lindas lembranças.
Esse mesmo sentimento aflorou quando vi essa foto. Tantas amigas queridas...
Vida longa à Jagua e às pessoas que construíram e ainda constroem a sua linda história.
Canto da beleza
A coluna voltou e, com ela, o tão festejado Canto da Beleza. E estreamos maravilhosamente bem em 2026. Nani Gazinski mostra que nem só de vinhos brancos se vive no verão. Apreciem sem moderação.