Quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
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EWALDO WILLERDING

27/01/2026 06:00

Reunião do MDB foi marcada por ausências

Pelo menos dois pesos pesados do MDB não participaram da reunião da executiva estadual do partido realizada na noite desta segunda-feira em um hotel em Florianópolis. O encontro tinha como pauta única a discussão sobre os rumos da sigla após o governador Jorginho Mello (PL) indicar o prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), para ser o vice nas eleições deste ano. O evento aconteceu depois do fechamento da coluna, o que impossibilita a confirmação de todos os presentes. Mas a coluna apurou que duas ausências eram certas: os deputados estaduais Antídio Lunelli e Fernando Krelling, primeiro vice da Alesc, que está em viagem com família. Já Lunelli ficou de fora por insatisfação com o partido. O ex-prefeito de Jaraguá do Sul não esconde a mágoa por ter sido descartado pelo MDB quando tentou ser presidente da Alesc. Lunelli tinha, inclusive, a palavra de Jorginho de que o PL votaria com ele. Acabou preterido por Julio Garcia (PSD). Agora, o partido o quer como candidato ao governo. Lunelli descarta a hipótese e, como forma de demonstrar a insatisfação, não foi à reunião. 

Mudança
Antídio Lunelli não gosta de troca-troca partidário, mas não descarta aceitar convites que lhe foram feitos para que mude de agremiação quando abrir a janela partidária, entre março e abril. O deputado estadual é da ala emedebista, contrária ao apoio ao Governo Federal, entende que o partido deva estar alinhado à direita. Por isso, uma mudança não seria novidade.

Cotas
O deputado estadual Marquito (Psol), a deputada federal Ana Paula Lima (PT) e seu marido, Décio Lima (PT), entraram com Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) na Justiça para derrubar a lei recém-sancionada que acaba com as cotas raciais e de gênero nas universidades públicas e nas instituições de ensino superior que recebem recursos do Estado.

Feminicídio
As mortes de Ana Deyse Gomes Provensi, de 36 anos, em Maravilha; e de Daiane Simão da Costa, 33 anos, em Piçarras, ampliam o número de femincídios em SC. Segundo dados do Observatório da Violência contra Mulher, SC registrou 438.242 ocorrências de violência contra as mulheres em 2025, sendo que 52 foram mortas pelo crime. Números que nos envergonham.

Reação 
Diante da barbárie, o Coletivo de Mulheres do Brasil em Ação (CBMA), entidade sediada em Penha, que acolhe mulheres vítimas de violência, realizou manifestação silenciosa para protestar contra a soltura do ex-marido de Daiane, que possuía histórico de violência doméstica. O protesto contou com o apoio da deputada estadual Paulinha (Podemos).

Diário do Sul
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