Criado em 2024, o “Juntos por Tubarão” conecta comunidade e poder público
O movimento comunitário Juntos por Tubarão, criado em dezembro de 2024, vem ampliando sua atuação ao estruturar um canal direto entre a população e o poder público municipal. Idealizado pela empresária Suellen Peixoto, o grupo surgiu com o objetivo de organizar as demandas dos bairros e dar maior representatividade às comunidades locais.
Desde fevereiro de 2025, quando passaram a ser realizadas reuniões presenciais na Câmara de Vereadores, o movimento consolidou sua presença na cidade. Atualmente, conta com 54 representantes e atua em cerca de 30 bairros e comunidades, promovendo a articulação entre moradores e órgãos públicos.
A proposta central do grupo é atuar como intermediador das necessidades da população. Por meio de visitas às comunidades, encontros presenciais e diálogo com lideranças locais, o movimento identifica problemas recorrentes e encaminha as demandas aos setores responsáveis. Entre os principais temas levantados estão infraestrutura urbana, saúde, mobilidade, iluminação pública e educação.
Estrutura
Segundo a presidente, o movimento foi criado para preencher uma lacuna na comunicação entre a população e a administração pública. “A atuação é baseada na escuta direta dos moradores e no acompanhamento das demandas até a obtenção de respostas”, ressalta.
Sem vínculo partidário ou institucional, o “Juntos por Tubarão” mantém caráter independente, o que, de acordo com a organização, garante autonomia na defesa dos interesses coletivos.
A estrutura interna conta com uma diretoria responsável por coordenar as ações e assegurar que as demandas sejam encaminhadas de forma organizada e transparente.
Ações ampliam envolvimento popular
Dando continuidade ao trabalho de aproximação com a população, o “Juntos por Tubarão” tem investido em ações práticas para ampliar os canais de escuta. Um dos principais exemplos é a implantação de caixinhas de sugestões em postos de saúde do município.
A iniciativa permite que moradores registrem, de forma simples e acessível, suas demandas, reclamações e propostas de melhorias. As primeiras unidades a receber o projeto foram os postos dos bairros São Martinho e Humaitá de Cima, em fevereiro. Já em abril, a ação foi expandida para Oficinas 1, Oficinas 2, Sertão dos Corrêas e Fábio Silva.
As caixas permanecem nos locais por 30 dias. Após esse período, o material é recolhido e analisado com a participação da Secretaria de Saúde, da ouvidoria e de representantes do movimento, garantindo transparência no processo. A partir dessa escuta, as demandas são organizadas e encaminhadas ao poder público.
“O objetivo é ampliar cada vez mais a escuta da população, criando canais simples e acessíveis para que todos possam participar e contribuir com melhorias reais para a cidade”, destaca Suellen Peixoto.
Ao criar mecanismos acessíveis de diálogo, o movimento amplia a inclusão de moradores que, muitas vezes, não participam de reuniões presenciais, mas desejam contribuir com melhorias para seus bairros.
Com iniciativas como essa, o grupo fortalece seu papel como canal de representação popular e segue ampliando sua atuação, incentivando o engajamento cidadão e a construção coletiva.