Uma mulher de 35 anos foi presa preventivamente suspeita de participar da morte da taxista Zélia Regina de Souza, encontrada sem vida no último dia 21 de janeiro, em Laguna. Segundo a Polícia Civil, foi ela quem entrou em contato com a vítima, solicitando a corrida de taxi que acabou com a morte da motorista.
Ela teria agido junto do homem que confessou ter praticado o crime. Ele foi localizado após ter se envolvido em uma tentativa de roubo, quando atingiu a perna de uma mulher com uma tesoura, em Imbituba. O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) ajuizou ação penal pública contra a dupla. Os dois são acusados de latrocínio e, em caso de condenação, a Promotoria de Justiça requer que a pena seja aumentada devido às circunstâncias do crime: cometido contra uma idosa e por meio cruel. A pena máxima pode alcançar 30 anos de reclusão.
Segundo a denúncia, a dupla teria planejado o roubo e, para isso, chamado a taxista de 68 anos, simulando que necessitava dos serviços dela. O crime foi na estrada geral da Praia do Gi. O homem e a mulher teriam desferido 19 golpes de canivete contra a idosa, sendo que, segundo a perícia, 17 a atingiram na cabeça.
Ainda de acordo com as apurações, após retirarem a vítima do táxi, como ela ainda estava viva, os dois a teriam golpeado com pauladas, demonstrando excessiva crueldade.
A violência teria sido praticada com o único propósito de roubar o dinheiro da vítima, já que o carro dela foi levado por eles, mas abandonado e incendiado. O homem e a mulher teriam levado da taxista a quantia de R$ 630,00.
No pedido de prisão preventiva contra a dupla, a promotora de Justiça Raíza Alves Rezende lembrou dos recentes episódios de crimes violentos que vêm ocorrendo em Laguna neste início de ano e reforçou a necessidade da medida privativa de liberdade dos acusados “para a garantia da ordem pública, servindo como meio acautelatório para a comunidade local, que é atingida de forma indireta, causando um sentimento de insegurança na reiteração delitiva”. Ainda destacou que há o risco concreto de reiteração delitiva, porque um dos autores é suspeito de ter praticado uma tentativa de latrocínio dias antes, o que abalou a sociedade de Laguna, crime pelo qual também foi denunciado.