O ex-militar condenado a 20 anos de prisão pelo latrocínio do jornalista, DJ e promotor de eventos de Tubarão, Clóvis William dos Santos, o Mukirana, está em um presídio comum. Ele foi licenciado da 3ª Companhia do 63º Batalhão de Infantaria do Exército em fevereiro deste ano.
Segundo informações repassadas pela seção de comunicação social da 3ª Cia/63º BI, após ser apontado como principal suspeito de ter cometido o crime, o jovem, de 20 anos, permaneceu por 45 dias preso em aquartelamento militar à disposição da Justiça. O mesmo foi licenciado do Exército em fevereiro deste ano por não ter renovado seu engajamento no Exército Brasileiro. Na ocasião, passou ao controle das autoridades policiais competentes para procedimentos penais cabíveis.
“Como o crime tramita na Justiça comum, ele não pode ser expulso até que o caso seja julgado. Portanto, não teve seu engajamento renovado e foi licenciado normalmente. Cabos e soldados do Exército têm seu engajamento renovado ou não anualmente, de acordo com o desempenho profissional. O licenciamento foi um ato administrativo de rotina, não tendo ligação com o ocorrido”, explica a seção de comunicação.
Segundo informações repassadas à imprensa pelo delegado Bruno Fernandes, titular da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Laguna, os dois adolescentes que se envolveram no crime já foram condenados há algum tempo pela Vara da Infância. A mesma informação foi confirmada pela assessoria do Tribunal de Justiça de Santa Catarina.
Mukirana foi morto na madrugada do dia 7 de janeiro, depois de passar a noite na companhia do ex-militar e dos adolescentes.