Subiu para 14 o número de pessoas presas suspeitas de participação no assalto ao Banco do Brasil em Criciúma.
Segundo a polícia, mandados de busca e apreensão foram cumpridos ontem no Ceará a partir de informações de um envolvido que já havia sido preso. Detalhes da operação não foram repassados. “Precisamos trabalhar em sigilo. Uma série de informações que podem comprometer as investigações não será divulgada”, explicou Anselmo Cruz, da Divisão Antissequestro da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) durante uma coletiva de imprensa na tarde de ontem.
A coletiva contou com a presença do governador Carlos Moisés e de diferentes entidades de segurança pública, e detalhou como está a investigação sobre aquele que é considerado o maior assalto da história de Santa Catarina, não só pelo valor levado – estima-se que R$ 80 milhões –, mas também pela violência, estrutura e logística usada pelos bandidos.
Ainda segundo o delegado da Deic, não há indícios de que o roubo tenha sido planejado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). “Não se trata de um crime comandado, organizado ou planejado por esta facção criminosa ou por qualquer outra, e, sim, de ações que acabam tendo uma parceria, até pela questão de mão de obra envolvida. Por uma questão de serem indivíduos, como já até divulgado, de São Paulo, onde a gente sabe que tem uma questão territorial bastante forte”, afirmou o delegado.
A polícia suspeita que o grupo tenha alugado um apartamento próximo ao banco, para monitorar a rotina do local, e pediu que a população ajude através de denúncia anônima pelo telefone 181.
Madrugada de terror
O crime foi registrado entre a noite do dia 30 de novembro e a madrugada do dia 1º de dezembro. Segundo a polícia, cerca de 30 homens encapuzados atuaram no assalto ao cofre da tesouraria regional do Banco do Brasil, no Centro de Criciúma. A ação durou cerca de duas horas. Um policial militar que entrou em confronto com a quadrilha foi atingido por um tiro. Jeferson Luiz Esmeraldino, que trabalha em Criciúma, mas mora em Tubarão, continua internado na UTI em estado estável. Ele já passou por pelo menos três procedimentos cirúrgicos desde o confronto. Até o momento, foi localizado mais de R$ 1 milhão levado no roubo.
Guilherme Corrêa