Um empresário foi preso e dois servidores foram afastados ontem, em Imaruí, durante a Operação Gêmeo do Mal, realizada pela Polícia Civil, através da 2ª Delegacia Especializada no Combate à Corrupção (Decor).
A operação apura delitos de fraude em licitações, organização criminosa e outros crimes relacionados no município. Conforme a Polícia Civil, o homem preso foi interrogado e conduzido ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.
A polícia apreendeu ainda veículos dos investigados, celulares e documentos para instruir o inquérito, incluindo cerca de uma dúzia de processos licitatórios sob suspeita. Os valores envolvidos nos esquemas investigados, em pouco mais de três anos, ultrapassam R$ 3,1 milhões (não corrigidos), segundo a polícia.
Ao todo, foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão em residências dos suspeitos e em repartições públicas. A decisão judicial concedida após a investigação determinou também a suspensão de todos os contratos investigados vigentes e pagamentos a receber, além de outras medidas visando o aprofundamento da apuração dos supostos delitos.
O inquérito policial identificou suspeitas de que os envolvidos teriam articulado uma organização criminosa para subtrair recursos públicos por meio de fraudes em licitações, superfaturamento de serviços e obras, prestação insuficiente ou deficiente dos trabalhos contratados, descumprimento de obrigações dos editais, entre outras irregularidades. Além desses crimes, a Polícia Civil aponta que há indícios de prática de corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e improbidade administrativa.
Suspeita de fraude em licitações
De acordo com a polícia, o empresário detido é suspeito de atuar com apoio de agentes públicos para monopolizar licitações por meio de sua empresa e propiciar o enriquecimento ilícito dos envolvidos. Um servidor público que atuou nas comissões de licitações, inclusive, foi identificado como sendo “sócio oculto” da pessoa jurídica utilizada pela organização criminosa, de acordo com a apuração da Polícia Civil. O nome da operação faz referência ao nome fantasia utilizado pela empresa investigada. O DS tentou contato com a prefeitura de Imaruí para comentar a operação, mas não obteve retorno.