Polícia Civil/DS O presidente da Apae de Lauro Müller, José Elói Martins, foi afastado do cargo pela Justiça, por tempo indeterminado, por suspeita de praticar uma série de crimes na instituição, entre eles peculato e tráfico de medicação controlada.
Além dele, outra funcionária da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais, também de Lauro Müller, foi afastada durante a operação Tweed, realizada ontem. Segundo o delegado Ulisses Gabriel, responsável pelo caso, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão na instituição, na casa de José Elói e de outros suspeitos, e em empresas fornecedoras da Apae em Lauro Müller, Cocal do Sul e Orleans.
Na investigação, surgiram elementos da prática dos crimes de coação do curso do processo, peculato, injúria racial, tráfico de medicação controlada, associação para o tráfico, inserção de dados falsos em sistema informatizado da administração pública e associação criminosa.
Depoimentos colhidos pelo Ministério Público Estadual revelaram que José Elói abastecia o carro particular com dinheiro da Apae, além de fazer uso de telefone celular, também pago com dinheiro da instituição, para uso particular. Em duas ocasiões, ele teria feito compras, pagas pela Apae, com notas fiscais emitidas em dias em que a associação estava sem atividades (entre 21 de dezembro de 2018 e 31 de janeiro de 2019). As compras ultrapassaram R$ 7 mil.
Além do presidente da Apae e da funcionária afastada ontem, outras duas pessoas também estão sendo investigadas, entre elas o diretor da Federação das Apaes de Santa Catarina. Computadores, celulares e documentos foram apreendidos e estão em poder da polícia.
DENÚNCIA DE ABUSO SEXUAL
Segundo o delegado responsável pelo caso, a operação dessa terça-feira foi desencadeada após a Justiça entender que o presidente da Apae estava prejudicando a apuração de denúncias de abuso sexual contra duas alunas da associação. O crime teria sido praticado por pessoas próximas de José Elói e, por isso, ele estaria dificultando as investigações. O caso envolvendo os abusos continua sendo investigado pela Polícia Civil de Orleans.
Guilherme Corrêa