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Júri de ex-PM é dissolvido após discussão

31/08/2022 06:00

O julgamento do ex-Policial Militar de Tubarão Ronaldo dos Santos, acusado de matar o filho recém-nascido e outras quatro pessoas em Porto Alegre (RS), foi dissolvido na tarde de ontem.


O júri teve início às 10h, na capital gaúcha, e foi encerrado por volta das 15h30. O novo julgamento ficou agendado para o dia 28 de fevereiro do ano que vem. O motivo foi uma discussão entre o promotor e o advogado do réu. Segundo o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, o advogado do réu afirmou que o seu cliente teria sido prejudicado pela forma como a acusação se dirigiu a ele. Na ocasião, a pedido do advogado do réu, o vice-presidente da OAB/RS, Mateus Maruques, compareceu ao Plenário e requereu a dissolução do conselho de sentença, o que foi acatado pela magistrada.


Os crimes ocorreram em 24 de maio de 2016, mas os corpos só foram encontrados nove dias depois, em estado de decomposição. Segundo o Ministério Público, quatro pessoas foram assassinadas com um tiro de revólver calibre 22 na cabeça. Ao sair do local, o réu teria acionado o gás de um queimador do fogão e deixado o bebê, Miguel, para morrer por asfixia ou inanição.


O motivo do crime, segundo a acusação do MP, seria a insatisfação do ex-PM com o bebê, um filho que o réu teve com uma das vítimas, Luciane Felipe Figueiró, com quem ele manteria relação extraconjugal. Conforme a acusação, o homem teria receio de que ela usasse a criança para exigir dinheiro. Em seu depoimento, o réu negou o crime. Ronaldo, de 58 anos, responde por cinco crimes de homicídio qualificado e por uma ocorrência de fraude processual, já que teria colocado drogas sob o corpo do irmão de Luciane para simular que o crime teria ligação com o tráfico.


Ainda conforme o Ministério Público, o denunciado já havia tentado eliminar Luciane e o bebê por meio de outras pessoas, que não aceitaram cometer os crimes. O acusado está preso desde julho de 2021 na Penitenciária Estadual de Canoas.


A PMSC informou que Ronaldo foi submetido a um processo administrativo, que levou a exclusão da corporação devido aos crimes nos quais está sendo acusado. "Ele agora é civil e não recebe mais salário", reforçou a PM.

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