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Juiz nega revogação das prisões de PMs

26/02/2021 06:00

A Justiça negou os pedidos de relaxamento e revogação das prisões preventivas dos dois policiais militares envolvidos no desaparecimento de Diego Scott, em Laguna.


O despacho, assinado pelo juiz de Direito João Batista da Cunha Ocampo More, foi publicado nessa quarta-feira. Com isso, os dois PMs continuam presos nas sedes dos batalhões de Tubarão e Laguna, onde estão desde o dia 15 de fevereiro. Cabe recurso da decisão.


O documento, do qual o DS teve acesso, aponta ainda que foram indeferidos os pleitos de substituição das prisões por medidas cautelares e para que o sigilo do processo fosse mantido em algumas peças.


No despacho, o juiz cita partes do inquérito policial militar e também do inquérito instaurado pela Polícia Civil como base para a decisão tomada. “Entende-se que há prova da materialidade e fortes indícios de autoria dos delitos de prevaricação, falsidade ideológica e abuso de autoridade. Como já mencionado no relatório, os militares deixaram de registrar o ocorrido a fim de satisfazer interesse pessoal, falsearam a verdade ao não registrarem no boletim de ocorrência a prisão do ofendido e

efetuaram prisão em flagrante sem apresentação ao juízo competente para a feitura de custódia”, ressalta parte do documento.


Outro ponto do processo, que não está em segredo de Justiça, diz que “há indícios da prática de delito doloso contra a vida, ou de eventual crime militar seguido de morte, como tortura ou lesão corporal, e ainda de possível ocultação de cadáver, cuja melhor elucidação está condicionada à segregação dos investigados, ante a interferência dos soldados nas investigações”.


Como o DS já destacou, a Polícia Civil investiga se houve eventual homicídio por parte dos PMs. Ainda segundo a Polícia Militar, os dois suspeitos estariam interferindo nas investigações do caso, subtraindo provas e ameaçando ou coagindo testemunhas.

 

Mudança em depoimento

Diego Scott foi visto pela última vez no dia 15 de janeiro, após ser abordado pelos agentes durante uma briga familiar. Num primeiro momento, os PMs relataram que ele teria fugido do local da abordagem. Depois, os policiais mudaram a versão do depoimento, informando que o homem foi deixado na região do Gi. A mudança aconteceu após a família apresentar um vídeo no qual Diego aparece sendo algemado e colocado dentro de uma viatura. Diego segue desaparecido.

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