Um jovem de 25 anos foi condenado a 27 anos de prisão pelo latrocínio de Viviana Ortiz Amarilla.
O crime foi registrado no ano passado, em Braço do Norte, quando o acusado teria dado um mata-leão e matado Viviana, com o intuito de roubar os celulares da vítima. Na época, o corpo da vítima foi encontrado já sem vida no banheiro de casa, em estado avançado de decomposição. Num primeiro momento, houve a suspeita de morte natural.
“No entanto, após meses de investigação, o trabalho da Polícia Civil identificou, principalmente por meio da quebra de sigilo telefônico, que o réu se apropriou dos celulares da vítima e que esteve no local do crime no horário de sua morte”, informou o Ministério Público de Santa Catarina.
Diante disso, ficou claro que o intento do réu era patrimonial, em subtrair os bens da vítima, que era paraguaia, o que levou ao entendimento do MPSC pelo crime de latrocínio.
“A condenação firme pelo Poder Judiciário, nesse caso de latrocínio, é o resultado do trabalho conjunto das instituições, conseguindo-se dar o desfecho necessário a um caso até então sem solução”, destacou a promotora que atuou no caso.
O réu também foi condenado ao pagamento de 12 dias-multa, cada dia no valor de 1/30 do salário mínimo. Na sentença, cabível de recurso, o juiz manteve a prisão preventiva anteriormente decretada.
O acusado foi preso em agosto do ano passado em Gravataí, no Rio Grande do Sul, onde estava escondido. De Gravataí, ele foi transferido para a penitenciária de Canoas e, depois, transferido para o sistema prisional catarinense, onde aguardava o julgamento.