A polícia continua investigando a morte do ex-vereador de Garopaba Jovino Piucco, de 85 anos. Uma das hipóteses levantadas para o crime, registrado no domingo, é a de latrocínio (roubo seguido de morte). Mas outras linhas de investigação também estão sendo trabalhadas.
Segundo a Polícia Militar, dois homens armados renderam Jovino e a esposa, em casa, por volta do meio-dia. O cofre do casal foi aberto e a suspeita é que a vítima tenha pego a arma, que estava guardada, para se defender. Nesse momento, os assaltantes dispararam contra Jovino, que foi atingido na nuca.
De acordo com a Polícia Civil, os bandidos fugiram levando uma pequena quantia em dinheiro. O valor não foi informado. Jovino chegou a ser transportado para a Policlínica da cidade pelo Samu, mas não resistiu aos ferimentos. A esposa dele passa bem. Segundo a polícia, ela não foi agredida durante a ação.
“As equipes de investigação estão em campo colhendo evidências e elementos de informação a fim de identificar os autores do trágico e grave crime cometido, bem como para esclarecer as circunstâncias do fato. Nestes primeiros momentos, trabalha-se com várias linhas de investigação, não se descarta nenhuma hipótese, algumas indicações mais factíveis são trabalhadas, mas neste momento o sigilo dos trabalhos investigativos é primordial para o êxito na sua conclusão”, explica a nota enviada pela Polícia Civil sobre o caso.
As autoridades também aguardam perícia para tentar identificar a arma de onde saiu o tiro que matou o ex-vereador.
DESPEDIDA E HOMENAGENS
O corpo de Jovino foi cremado na tarde de ontem em Palhoça. Antes de seguir para a Grande Florianópolis, um cortejo foi realizado pelas ruas da cidade. Jovino era lembrado como uma pessoa bondosa, humilde e simpática pela comunidade. Natural de Urussanga, chegou em Garopaba em 1955 para montar a primeira farmácia da cidade e tornou-se vereador pela primeira vez em 1962. Jovino ocupou por cinco vezes uma cadeira no Poder Legislativo e também atuou como corretor de imóveis e funcionário público da Secretaria de Estado de Saúde.
Guilherme Corrêa