Diante da decisão do Ministério da Saúde, o diretor-presidente da Fundação Municipal de Saúde e presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Santa Catarina (Cosems), Daisson Trevisol, diz que as cidades vão continuar vacinando. “Somos a favor da continuação da vacinação desse grupo. O que há é uma confusão do Ministério da Saúde. Não há critérios para liberar e depois parar de vacinar”, diz.
Na tarde de quinta-feira, em uma reunião entre gestores municipais e estaduais do SUS em Santa Catarina, ficou decidido que haverá manutenção do esquema de vacinação para adolescentes de 12 a 17 anos, conforme disponibilidade de doses da vacina Pfizer, levando em conta que receberão prioridade aqueles que possuem comorbidades.
Atualmente, segundo os representantes, existe o quantitativo de cerca de 303 mil unidades de segundas doses da Pfizer no Estado.
Sem segunda dose
Ainda na quinta-feira, diante da suspensão da vacinação para os adolescentes sem comorbidades, o Ministério da Saúde informou que os que receberam a primeira dose não devem ter a aplicação da segunda dose. Apenas os adolescentes com comorbidades, imunizados com a Pfizer na primeira dose, podem seguir com o processo de imunização e completar o ciclo vacinal, procurando os postos para receber a segunda dose.