Comemorar hoje o Dia do Médico é mais que reconhecer e homenagear o trabalho de quem se dedica à saúde e a minimizar sofrimentos. É uma simbologia de agradecimento a quem salva vidas. Muitos desses, além de grandes profissionais, são também inspirações para novas gerações.
Foi o que ocorreu em uma família, em que os quatro filhos do clínico geral José Accordi viraram médicos. Três deles, Cassiano, Thiago e Marcel Coral Accordi, além de terem a mesma profissão, ainda trabalham juntos no Complexo Médico Provida, em Tubarão.
“A medicina sempre fez parte da minha vida e de meus irmãos. Como nosso pai trabalhava no hospital de nossa cidade natal e Nova Veneza era uma localidade pequena, acabávamos sempre indo muito lá e acompanhando muitas rotinas ambulatoriais. Ainda pequeno, na escola, as áreas de biologia e fisiologia eram as minhas preferidas. Então, quando foi para pensar em minha formação, não tive dúvidas”, conta o cirurgião oncológico Cassiano, de 45 anos.
O médico lembra que a parte cirúrgica sempre o atraiu, talvez pela experiência de acompanhar o pai em cesarianas e em pequenos procedimentos. Na universidade, dissecção, suturas e treinamentos de técnicas cirúrgicas o despertaram. “No final da especialização em cirurgia geral, me identifiquei com a oncologia. É uma área difícil, às vezes temos decepções. O resultado não sai como esperado, o paciente não evolui positivamente, complicações, reincidências. Por outro, é gratificante quando curamos, quando contribuímos para uma vida melhor e mais longa”, completa.
Influências positivas
Já os irmãos Thiago e Marcel seguiram também os passos do pai, mas a escolha da especialidade teve outra influência. “Assim como meus irmãos, a escolha profissional foi natural. Inspirado em minha irmã Melissa, que já atuava em radiologia, optamos pelo mesmo caminho. Trabalhei inicialmente em Criciúma e, após me casar com a também radiologista Manuela Viana, decidimos vir para a Provida e formarmos uma equipe”, conta Thiago, de 42 anos.
Para o mais novo, além da figura paterna e da base firme da mãe e professora, Gleia Antônia, a trajetória dos irmãos também o conduziram pela mesma estrada. “As minhas influências foram as melhores. Além do meu pai, eu acompanhava o Cassiano e a Melissa, que já haviam iniciado a faculdade, depois o Thiago, enfim, desde o ensino médio eu já tinha a percepção do que eu queria para minha vida. Decisão que valorizo a cada dia”, ressalta Marcel, de 40 anos.
Busca constante pela saúde e humanização
A história de Gigliolle Romancini de Souza Lin, médica de família e comunidade da Unimed Tubarão, começa no curso de medicina. “Inicialmente, encaramos a carreira como um sacerdócio, uma vocação. Entramos no curso com uma visão bastante idealizada. Comigo não foi diferente, sempre tive o desejo de poder atuar em algo em que pudesse cuidar diretamente das pessoas e a medicina foi uma resposta a essa expectativa”, acentua.
Para ela, o médico que opta pela carreira em Medicina de Família e Comunidade mantém acesa a chama de ajudar o próximo. No caso específico dela, a escolha pela especialidade foi muito natural devido ao fato da sua graduação, desde as fases inicias, ter sido voltada inteiramente à atenção primária à saúde.
“Eu sempre quis poder atender as pessoas como um todo, ou seja, enxergar o paciente não só por sua doença, mas também como um ser com demandas psicológicas, sociais e, até mesmo, espirituais”, diz.
Ela acredita que a busca incessante em tentar fazer o melhor para os pacientes e o interesse pela pessoa seja o mais importante. “Acredito que o segredo para ser um bom médico é nunca parar de buscar a excelência”, conclui.