As vendas industriais catarinenses fecharam o semestre com alta de 2% na comparação com o mesmo período em 2018, segundo a pesquisa de indicadores industriais da Fiesc. Das 14 atividades pesquisadas, dez registraram crescimento, com destaque para produtos de metal (16,8%), informática e eletrônicos (15,9%) e veículos, reboques e carroceria (9,2%).
Entre os setores que registraram recuo no faturamento do período estiveram vestuário e acessórios (-6,7%), celulose e papel (-3,9%) e produtos têxteis (-3,2%). As vendas industriais de junho reduziram -15,7% na comparação com o mesmo período do ano passado. O resultado negativo tem relação com a greve dos caminhoneiros. As vendas de maio de 2018 ficaram represadas e foram efetivadas em junho, o que resultou numa alta de 32,2% no faturamento, percentual bem acima da média para o mês.
De acordo com o presidente da Acit (Associação Empresarial de Tubarão), Edson Martins Antônio, o levantamento mostra claramente que o início do primeiro semestre foi melhor que o seu final, muito pela condição do clima e pela espera das mudanças anunciadas pelo governo federal, como a Reforma da Previdência.
“A capacidade produtiva da indústria também mostrou recuo neste primeiro semestre, quando comparada com o mesmo período do ano anterior, o que indica que a produção tem margem para crescer, sem que necessariamente haja investimento em equipamentos”, diz.
“Com isso, podemos concluir que com a chegada do inverno de forma mais intensa, com a aprovação definitiva da Reforma da Previdência e com o início da Reforma Tributária, estando a classe empresarial e a sociedade mais otimistas para fazerem mais investimentos e gastos, estas poderão também realizar alguns negócios que eventualmente estavam aguardando um ambiente mais seguro. Essas novas condições, acreditamos, deverão impulsionar um pouco mais as vendas e o emprego neste segundo semestre em nosso Estado”, conclui.