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Vacina será dada sem restrições de grupos

31/05/2019 06:00

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, anunciou que a partir da próxima segunda-feira as doses restantes da Campanha Nacional de Vacinação contra gripe – que se encerra hoje – ficarão disponíveis para toda a população. Ele salienta que isso não significa a exclusão dos integrantes do grupo de risco, apenas uma ampliação no acesso à imunização.


A coordenadora do Programa de Imunização da Regional de Saúde, Shaiane Salvador, afirma que a liberação pelo ministério se deu sem uma avaliação prévia da quantidade de doses disponíveis a serem liberadas pela população, e as doses recebidas na região não conseguirão atender a toda a população.


“Não temos muitas doses disponíveis, e devemos receber, até amanhã, apenas mais 1.680 doses para serem distribuídas a todos os 18 municípios, e não virão novas doses. Quem desejar se vacinar, é preciso se apressar, porque não haverá dose suficiente para toda a população”, pontua.


De acordo com os dados do Ministério, dentre os 26 estados brasileiros, Santa Catarina tem o oitavo pior índice, com um percentual de 74,98% de adesão até ontem, com 1.490.109 doses aplicadas. A região, no entanto, estava, até quarta-feira, com 88,90% da cobertura vacinal. Em Tubarão, 89,35% da população prioritária já foi vacinada, ficando o percentual muito próximo da meta estabelecida, que é de 90%.


Capivari de Baixo, Jaguaruna, Braço do Norte, Imaruí, Laguna e Pescaria Brava apresentaram os piores índices da região, com menos de 85% de cobertura nos grupos prioritários.

Informações atualizadas na manhã de ontem, no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (Sipni), apontam que houve um pequeno incremento no índice em Santa Catarina, passando para 77,71%, valor ainda distante da meta de 90%.


Shaiane diz que a Regional irá seguir a diretriz federal, ampliando a cobertura para toda a população a partir de segunda-feira. “Mas, reforço, não haverá doses disponíveis para todos. Os interessados precisam se apressar para conseguir a vacina”, completa.

 

Combinação de fatores

O ministro da Saúde atribui o percentual baixo de vacinação no Estado a uma combinação de fatores: temperaturas elevadas para esta época do ano e uma falsa sensação de segurança causada pelos poucos casos de complicação da doença. “Mas, quando chegar um surto da doença, quem não se vacinou será atingido. É uma doença grave, que pode levar à morte pelas suas complicações”, pontua. A vacina é gratuita e protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no último ano no Hemisfério Sul: o H1N1, o H3N2 e uma linhagem do tipo B.

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