A quinta-feira foi um dia histórico para Santa Catarina. Foi concretizado o acordo entre a Federação Catarinense dos Municípios (Fecam) e o Instituto Butantan, em São Paulo, para o fornecimento da CoronaVac, vacina produzida pelo instituto junto à farmacêutica Sinovac.
O prefeito de Imbituba, Rosenvaldo da Silva Júnior, e o procurador-geral do município, Leandro Ribeiro, estiveram presentes na assinatura do compromisso de compra da vacina para combater o novo coronavírus. Rosenvaldo foi ao evento representando a Amurel.
“Foi assinado o protocolo de intenções dos municípios catarinenses, através da Fecam, para a compra da vacina, assim que liberada pela Anvisa após estudos da terceira fase confirmarem a eficiência e segurança. Este dia significa um passo a mais numa definição contra esta doença”, conta Rosenvaldo.
A expectativa, segundo ele, é que a liberação da vacina possa ocorrer já no início de janeiro, até o dia 15. “Isso não significa que estará disponível nos municípios no dia 15; mas a partir deste dia, estando liberada e aprovada, a gente já terá uma previsão de quando iniciaremos a imunização de nossos cidadãos, e Deus queira que seja logo”, disse o prefeito.
O presidente da Fecam, Paulo Weiss, afirmou que “a previsão de rodar a vacina Coronavac e ela estar disponível para a população de São Paulo e do Brasil é depois do dia 25 de janeiro”. Além dos representantes da entidade, a solenidade contou com a presença do governador paulista João Doria.
CoronaVac está na fase três de testes
O Instituto Butantan já deu início à produção da CoronaVac, vacina contra o novo coronavírus (covid-19), ainda em fase de testes, produzida pelo instituto em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. Segundo o governador de São Paulo, João Doria, a produção da vacina foi iniciada na quarta-feira.
A produção será feita em turno sucessivo, 24 horas por dia, sete dias por semana, informou o governador. A intenção do governo de São Paulo é alcançar a capacidade máxima de até um milhão de doses fabricadas por dia. Até outubro, a unidade funcionava de segunda a sexta-feira, em dois turnos.
A capacidade de envase diário planejado para a vacina no Butantan é entre 600 mil a um milhão de doses. O primeiro lote terá aproximadamente 300 mil doses. Até janeiro, o governo paulista prevê que 40 milhões de doses da vacina sejam produzidas.
A fábrica do Butantan ocupa uma área produtiva de 1.880 metros quadrados e conta atualmente com 245 profissionais. Segundo o governo paulista, mais 120 funcionários serão contratados para reforçar a produção da vacina contra o coronavírus.
A vacina, no entanto, ainda está passando por uma terceira e última fase de testes, que vai revelar se é eficaz, ou seja, se de fato protege contra o novo coronavírus. Estes testes já vêm sendo desenvolvidos no Brasil desde julho deste ano e, para que seus primeiros resultados sejam divulgados, foi necessário que um mínimo de 61 participantes voluntários do teste fossem contaminados pelo novo coronavírus.Se esta análise constatar que a vacina é, de fato, eficaz, o governo paulista deverá solicitar a aprovação e registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que então permitirá o uso em solo brasileiro.
São Paulo recebeu 120 mil doses
O governo paulista, por meio do Instituto Butantan, tem uma parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac para a vacina CoronaVac. Por meio deste acordo, o governo paulista já vem recebendo doses da vacina. O acordo também prevê transferência de tecnologia para o Butantan. Estudos de fases 1 e 2 da vacina, realizados na China, já demonstraram que ela é segura, ou seja, que não provoca efeitos colaterais graves. Um estudo realizado com voluntários no Brasil também comprovou que a vacina é segura.
O governo de São Paulo já recebeu da Sinovac 120 mil doses prontas para uso da vacina e um milhão de doses que serão envasadas pelo Instituto Butantan. Pelo termo de compromisso assinado no final de setembro com a Sinovac, o Butantan vai receber 46 milhões de doses da CoronaVac, sendo que seis milhões de doses já chegarão prontas.