Beatificada em dezembro de 2006 e proclamada bem-aventurada em outubro de 2007, Albertina Berkenbrock teria completado ontem 100 anos. Com o santuário em São Luís, o caminho e o local fazem parte hoje do roteiro de turismo religioso.
De acordo com o padre Sérgio Jeremias, vice-postulador da causa de canonização, o santuário recebe muitas caravanas ao longo de todo o ano. “Estamos realizando melhorias no espaço no sentido de bem acolher e levar o turista/peregrino a permanecer mais tempo em nossa região”, conta. “Falta o poder público municipal e estadual realizar mais investimentos nas rodovias, sobretudo a que liga Imaruí a São Luís e a que liga São Luís até Vargem do Cedro”, ressalta.
Ele conta ainda que pessoas de todo o Brasil visitam o santuário para conhecer onde viveu Albertina e pedir graças. “Pela internet, aos domingos, milhares de pessoas acompanham a missa do santuário”, pontua o padre.
A igreja agora aguarda apenas a comprovação de um milagre, pelas regras científicas, para a canonização de Albertina. “Para tanto, solicitamos que as pessoas que possuam algum milagre de cura física recente nos relatem e enviem os atestados médicos diretamente na paróquia de Oficinas – aos meus cuidados”, completa o padre Sérgio.
História de Albertina
Albertina Berkenbrock nasceu no dia 11 de abril de 1919, na comunidade de São Luís, paróquia São Sebastião de Vargem do Cedro, município de Imaruí. Filha de um casal de agricultores, Henrique e Josefina Berkenbrock, teve mais oito irmãos. Aos 12 anos de idade, no dia 15 de junho de 1931, às 16h, Albertina foi assassinada porque quis preservar sua pureza espiritual e corporal, por causa da fé e da fidelidade a Deus. E ela o fez, heroicamente, como verdadeira mártir.