Uma aposentada tubaronense é apontada como uma das financiadoras do grupo da região que teria viajado até Brasília para participar dos ataques golpistas às sedes dos Três Poderes.
Imagens retiradas de um grupo de WhatsApp apontam para a participação de Rute Michels Meneghel, esposa de César Meneghel e cunhada do ex-vice-prefeito Celso Meneghel. A informação foi divulgada com exclusividade pelo portal Sul Agora.
Neste grupo, Rute postou um comprovante de depósito de R$ 1 mil na conta corrente de Andrezza Steiner Araújo. Andrezza postou vídeos em Brasília no dia em que as sedes do Palácio do Planalto, da Câmara dos Deputados e do Supremo Tribunal Federal foram invadidas. As publicações não constam mais no perfil dela, mas há cópias sendo analisadas pelas autoridades.
Nas mensagens, Rute cita outras pessoas que teriam autorizado a transação, como “subtenente Oliveira” e “Deco”. Ela afirma que o valor é para “ajudar nas despesas com a viagem a Brasília”. Na transferência de R$ 1 mil, estão incluídos R$ 678,50.
Ex-funcionária do Banco do Brasil, Rute não atendeu as ligações do Sul Agora, mas se manifestou, através de um advogado e de sua filha, em outro veículo. À publicação, o advogado Adriano Zanotto confirmou que Rute fez um depósito na conta de Andrezza e que o valor foi disponibilizado para custear o acampamento em frente ao quartel de Tubarão. No entanto, nos prints revelados pelo Sul Agora, a própria Rute afirma que o dinheiro é para “ajudar nas despesas com a viagem a Brasília”.
Anteriormente, em suas redes sociais, Rute já tinha postado diversos registros do acampamento em frente ao quartel do Exército em Tubarão. Também manifestou apoio a causas ligadas ao movimento golpista, como a defesa do “voto impresso”.
Dona Fátima já foi condenada
A tubaronense Maria de Fátima Mendonça, de 67 anos, que teve a sua imagem viralizada após os ataques em Brasília, possui antecedentes criminais. Segundo o site UOL, ela já foi condenada por tráfico de drogas com envolvimento de um adolescente, em 2014.
Maria de Fátima chegou a ser condenada a mais de quatro anos de prisão em regime semiaberto. Após recorrer, a pena foi diminuída para três anos e dez meses em restrições de direitos e prestação de serviços à comunidade. Na época do crime, policiais flagraram um usuário de crack chegando na casa de Fátima e um adolescente saindo da garagem com droga, após intermédio da ré.
No processo, Fátima argumentou que usuários de droga “invadiam” sua casa e deixavam entorpecentes no local, porque ela realiza o aluguel de quartos como atividade para renda. Porém, os policiais viram a senhora agir ativamente na ação.
Apesar de não constar nas listas de presos divulgadas pela polícia do Distrito Federal, “Fátima de Tubarão”, como ficou conhecida na web, também responde pelos crimes de estelionato e falsificação de documento público em outro processo, segundo o TJSC confirmou ao portal G1.
Em Brasília, a bolsonarista usou palavras chulas em uma gravação para dizer que defecou dentro das dependências do STF e concluiu ainda dizendo: “Vamos pra guerra. É guerra. Vou pegar o Xandão, agora”, completa, em referência ao ministro do STF, Alexandre de Moraes.