A empresária tubaronense Camila Mendonça Marques, de 34 anos, teve sua prisão em flagrante convertida em preventiva por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. O nome de Camila consta na lista divulgada na última sexta-feira.
Segundo o STF, 942 pessoas que participaram dos atos em Brasília tiveram a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva “para garantia da ordem pública e para garantir a efetividade das investigações”. Outras 464 pessoas obtiveram liberdade provisória, mediante medidas cautelares, e poderão responder ao processo com a colocação de tornozeleira eletrônica entre outras medidas.
Camila permanece presa na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia. Sua reclusão completou duas semanas ontem.
No dia da invasão, Camila fez transmissões ao vivo através das redes sociais. Nos vídeos, que posteriormente foram apagados da rede social, a tubaronense declara que o grupo só sairia da capital federal depois que houvesse uma “intervenção militar”.
Inconformismo e manifestações
Desde que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito em segundo turno, no fim de outubro, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro demonstram inconformismo com o resultado do pleito e pedem um golpe militar no país, para depor o governo eleito democraticamente. As manifestações dos últimos meses incluíram acampamentos em diversos quartéis generais do país e culminaram na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília, no dia 8 de janeiro.
Análise dos acusados
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concluiu a análise das audiências de custódia de 1,4 mil presos por participar dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro, que culminaram na invasão e depredação das sedes do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do STF. O ministro decidiu manter a prisão preventiva de 942 acusados e a soltura de 464.
Os acusados respondem pelos crimes de ato preparatório de terrorismo, associação criminosa, abolição violenta do estado democrático de direito, golpe de estado, ameaça e incitação ao crime.
Os investigados que serão soltos deverão colocar tornozeleira eletrônica. Eles estão proibidos de sair de suas cidades e de usar redes sociais. Além disso, terão os passaportes cancelados e os documentos de posse de arma suspensos.