No meio de tantas fotografias de uma viagem de 30 dias pelo Brasil, uma chama a atenção. Irmã Dulce, hoje santa – a canonização ocorreu no domingo, pelo papa Francisco, no Vaticano –, está no meio de dois tubaronenses: Salim José da Silva e a esposa, Vergínia Bressan da Silva.
Segundo Salim, a foto foi tirada em uma viagem, que teve uma parada em Salvador (Bahia), em 1986. “Foi uma viagem pelo Brasil, e paramos em Salvador. Não a conhecia, e nem sabia de sua história na época. Como viajávamos com mais 40 pessoas, uma delas sugeriu que fôssemos visitar irmã Dulce. Chegando lá, fizemos a foto”.
O aposentado conta que o local era uma sala grande e, na época, além dos 40 viajantes, poucas pessoas estavam lá. “Era um lugar grande, onde ela fazia a caridade às pessoas que necessitavam. Ela falava baixinho, a gente quase nem escutava, mas tinha uma energia muito boa, e transmitia a bondade”, ressalta.
Salim diz que não imaginava que um dia ela se tornaria a primeira santa do Brasil. “Não imaginava que ia chegar a ser santa. Quando começaram a falar da canonização, lembrei que tinha a foto, e procurei. Foi um grande prazer ter o privilégio de estar ao lado dela. Certamente, as orações e pedidos serão destinados a ela também”, acrescenta o tubaronense.
Canonização
Santa Dulce dos Pobres. É assim que irmã Dulce passa a ser chamada após a cerimônia de canonização que a tornou santa na manhã de domingo, na praça de São Pedro, no Vaticano, lotada de fiéis. A santa, conhecida popularmente como “Anjo Bom da Bahia”, foi uma das religiosas mais populares do Brasil graças ao trabalho social prestado aos mais pobres e necessitados, principalmente na Bahia.
Tatiana Dornelles