Quarta-feira, 14 de outubro de 2026
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Tsunami meteorológico atinge cidades da região

Farol de Santa Marta, em Laguna, e a praia de Jaguaruna foram as mais atingidas

22/09/2026 06:00|Por Redação

Uma elevação repentina do nível do mar atingiu Laguna, Jaguaruna e Imbituba por volta das 6h de ontem. O fenômeno, confirmado pela Defesa Civil de Santa Catarina como um tsunami meteorológico, provocou alagamentos, arrastou barcos e equipamentos de pesca e surpreendeu moradores do Litoral Sul, principalmente no Farol de Santa Marta, em Laguna, na Prainha e no Cardoso.

O maior estrago registrado com estrutura, segundo a prefeitura de Laguna, foi na igreja no Farol de Santa Marta, onde a água derrubou parte do muro. 

As equipes das Defesas Civis municipais foram mobilizadas para avaliar os locais atingidos. Houve registros de vias tomadas por água e areia e danos em algumas edificações. Em Laguna, pescadores tiveram redes e equipamentos arrastados e algumas embarcações foram deslocadas pela força da água, mas já foram recuperadas. Até o fechamento desta edição, não havia registro de feridos.

Confirmação   

A confirmação ocorreu a partir da análise conjunta de radares meteorológicos, imagens de satélite e registros dos marégrafos. Foi identificada uma linha de instabilidade no Litoral Sul, com uma faixa de nuvens alinhada à frente da chuva, que provocou rajadas de vento sul entre 60 e 90 km/h. A atuação dos ventos, associada às alterações na pressão atmosférica, coincidiu com a rápida elevação do nível do mar por volta das 6h, registrada pelos marégrafos de Imbituba e Laguna e por câmeras de segurança na faixa litorânea.

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Defesa Civil diz que fenômeno é difícil de prever

O fenômeno registrado na região é raro e de difícil previsibilidade. O tsunami meteorológico está associado a alterações bruscas na pressão atmosférica e à atuação de ventos intensos sobre o mar, condições que podem provocar uma elevação rápida e temporária do nível da água e favorecer o avanço do mar em direção à faixa costeira. Diferentemente do tsunami de origem sísmica, não tem relação com terremotos.

“Foi um fenômeno bastante específico, que depende da combinação de diferentes condições atmosféricas e, por isso, apresenta difícil previsibilidade. Para os próximos dias, apesar da previsão de mar agitado, não há indicação de um novo tsunami meteorológico, já que a chegada de uma massa de ar frio e seco reduz as condições favoráveis à formação de novas linhas de instabilidade sobre o mar”, explica o meteorologista da Defesa Civil de Santa Catarina, Caio Guerra.

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Elevação repentina do nível do mar, alagamentos e ventos com velocidade acima de 90 km/h foram registrados na região
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