Concessão do trecho Sul: leilão definirá quem será o responsável, inclusive, pela instalação dos pedágios
Três empresas entregaram ontem suas propostas para ficar com a concessão do trecho Sul da BR-101, conforme divulgado pela Agência Estado: CCR, EcoRodovias e o consórcio liderado pela Global Logistic Properties (GLP).
Arteris, que era praticamente dada como certa na disputa, segundo a agência, não entregou proposta. A empresa, assim como a CCR, conseguiria uma sinergia operacional importante diante da proximidade do trecho com outra concessão do grupo.
Nos corredores, a conversa era de que seria um certame bastante concorrido. Fontes chegaram a apontar que a Arteris já teria até contratado o seguro garantia. Nenhum representante da empresa compareceu à B3 ontem. O leilão que definirá quem será o responsável, inclusive, pela instalação dos pedágios, está marcado para sexta-feira, dia 21.
O trecho da BR-101 a ser leiloado começa no Sul do município de Palhoça (Rio Madre) e vai até cerca de dez quilômetros da divisa entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul, no município de São João do Sul, do lado catarinense. A concessão compreende uma extensão de 220,4 quilômetros.
De um lado está a Autopista Litoral Sul, que tem parte da 101 e é controlada pela Arteris; já do outro lado do trecho a ser leiloado está o Grupo CCR, vencedor do leilão da Rodovia de Integração do Sul (SIS) no fim de 2018, que engloba parte da 101, além das BR’s 290, 386 e 448.
Já a GLP, maior grupo de galpões logísticos do país, venceu em dezembro passado a concessão da rodovia MS-306 – a primeira deles no país. A rodovia foi levada pela empresa no Consórcio Way-306, com a Comércio Bandeirantes, TCL, Senpar e Torc. O lance foi de R$ 605,3 milhões. Segundo fontes da empresa, a proposta de consórcio para a 101 terá uma composição parecida.
O projeto contempla quatro praças de pedágio, em Laguna (km 298), Tubarão (km 346), Araranguá (km 408) e São João do Sul (km 460). Os representantes da Federação Catarinense de Municípios (Fecam) e associações de municípios, como a Amurel, discordam da quantidade de praças de pedágio e das tarifas.
O investimento previsto no trecho a ser leiloado na sexta-feira é de R$ 3,376 bilhões, além de custos operacionais de R$ 3,99 bilhões.