Segunda-feira, 13 de abril de 2026
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Tratamento experimental pode fazer jovem andar

Aplicação busca auxiliar na recuperação da medula espinhal de paciente

13/04/2026 06:00|Por Redação

O jovem Kauã Lori Toledo de Aguiar, de 23 anos, iniciou uma nova fase no tratamento após sofrer uma grave lesão na medula espinhal em um acidente de trânsito ocorrido em Imbituba, no ano passado. Segundo informações divulgadas pelo portal AHora, ele se tornou o primeiro paciente da região a ter acesso à aplicação de polilaminina, substância ainda em fase experimental. O procedimento foi realizado na sexta-feira, no Hospital Dom Joaquim, em Sombrio.

O acidente ocorreu em 25 de novembro de 2025, na área central de Imbituba, quando a motocicleta conduzida por Kauã se envolveu em uma colisão após um veículo realizar uma conversão irregular. Com o impacto, o jovem foi arremessado contra a calçada e atingiu um poste, sendo socorrido desacordado pelas equipes de resgate.

Após atendimento inicial, ele foi encaminhado para unidade hospitalar na cidade e, posteriormente, transferido para Tubarão, onde exames identificaram uma fratura na região cervical com comprometimento da medula espinhal, além de outras lesões. Kauã passou por cirurgia para estabilização da coluna, mas o diagnóstico apontou uma lesão medular completa, condição que reduz significativamente as chances de recuperação dos movimentos.

Desde então, o jovem segue em recuperação em casa. Diante da gravidade do quadro e da limitação dos tratamentos convencionais, a família passou a buscar alternativas que pudessem contribuir para a reabilitação.

 

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Após pesquisas, surgiu a possibilidade do uso da polilaminina, substância ainda em estudo e voltada à regeneração da medula espinhal. Para viabilizar o procedimento, foi necessária autorização para uso compassivo, modalidade que permite a aplicação de terapias experimentais em casos específicos.

A aplicação foi realizada em dose única, diretamente na região da lesão. A partir de agora, Kauã será acompanhado pela equipe médica, que avaliará a evolução do quadro clínico e os possíveis efeitos do tratamento.

Durante todo o processo, familiares, amigos e membros da comunidade acompanharam a recuperação e contribuíram com apoio.

Com a realização do procedimento, a expectativa se volta para os resultados que poderão ser observados nos próximos meses.

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Diário do Sul
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