Especialistas debatem impactos no desenvolvimento infantil
A Comissão de Economia, Ciência, Tecnologia e Inovação da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), em parceria com o movimento Mulheres que Fazem Floripa, reúne especialistas para discutir o vício de crianças e adolescentes em telas, segurança e exposição infantojuvenil na internet.
O evento “Entre Telas e Realidade: Infância, Saúde Mental e Uso Consciente da Tecnologia”, gratuito e aberto ao público, acontece hoje, das 14h às 16h, no Plenarinho Deputado Paulo Stuart Wright.
Os debates serão conduzidos por autoridades no tema, como a ex-deputada estadual e secretária-geral da Alesc, Marlene Fengler, autora da lei que institui a Semana de Conscientização, Orientação, Prevenção e Combate à Dependência Tecnológica no Estado de Santa Catarina.
Estarão presentes também para a mesa redonda: Denise Porto, psicanalista clínica comportamental e psicóloga, autora do livro “Guardiões do Reino Digital”; Márcia Fiates, psicopedagoga especialista em dificuldades cognitivas; Elias Edenis, policial civil especialista em crimes cibernéticos, proteção digital e educação preventiva; e Andréa Vergani, integrante do grupo Mulheres que Fazem Floripa.
Preocupação
Pesquisa divulgada em 2025 pela Fundação Marília Souto Vidigal em parceria com o Datafolha revelou que crianças e adolescentes brasileiros passam mais tempo do que o recomendado utilizando eletrônicos. Em torno de 78% das crianças de até três anos usam esses dispositivos diariamente. O índice sobe para 94% entre aqueles de quatro a seis anos. A Sociedade Brasileira de Pediatria não recomenda o uso de telas para a faixa etária de até dois anos, e a indicação é de limites rígidos.
Especialistas apontam que os impactos do uso excessivo das telas podem atingir o desenvolvimento cognitivo e socioemocional dos pequenos, causando isolamento social, dificuldade de interação, afetando o aprendizado e o desenvolvimento escolar.