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Solução para saneamento é a união

05/06/2019 06:00

A necessidade de ampliar os investimentos para levar saneamento básico a 100 milhões de brasileiros que sofrem com o problema requer maior vontade política dos governantes e um projeto que inclua recursos privados e públicos, em um trabalho conjunto e não excludente. Este foi o consenso entre os debatedores do evento Futuro Azul, que reuniu mais de 300 pessoas no Hotel Internacional de Gravatal, nesta semana.


Organizado pelo Grupo Atlantis para marcar o Dia Mundial do Meio Ambiente – hoje –, a segunda edição do Futuro Azul teve como tema “Saneamento básico: saúde e progresso ao alcance de todos”, com o presidente do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos, o deputado federal Carlos Chiodini (MDB-SC) – integrante da Comissão Mista da Medida Provisória do Saneamento –, e Marcos Probst, advogado especialista em saneamento.


Em análise sobre Santa Catarina, o Instituto Trata Brasil mostra que 11,7% da população ainda não recebe água tratada, 77% não têm acesso à rede de coleta de esgotos; apenas 24,7% do esgoto gerado é tratado antes do descarte – o restante volta ao meio ambiente sem qualquer tratamento – e 36,6% da água produzida é perdida nas redes de distribuição.


Em 2017, o Estado registrou mais de 7,7 mil internações por doenças de veiculação hídrica, resultando num custo de R$ 3 milhões no mesmo ano. As dez maiores cidades de Santa Catarina gastaram, juntas, R$ 647 mil, com 946 internações por doenças de veiculação hídrica em 2017.


“Sabemos que a mortalidade infantil cai quando se tem saneamento. Por outro lado, a falta dele leva a problemas de saúde, particularmente nas crianças, prejudicando ainda o rendimento escolar. Não conseguiremos resolver doenças vindas do mosquito sem saneamento”, advertiu Édison Carlos.


O presidente do Instituto Trata Brasil mostrou que, para cada R$ 400 bilhões que se investir em saneamento, o Brasil ganhará R$ 1 trilhão em saúde, melhores condições de vida e renda.


“Precisamos unir forças. Não há um único modelo certo. São vários, envolvendo empresas públicas e privadas, inclusive em parceria. O que não dá é para deixar como está”, alertou Édison. 


O Brasil investe cerca de R$ 11 bilhões ao ano, quando deveria estar investindo perto de R$ 20 bilhões. Santa Catarina investiu, entre 2015 e 2017, cerca de R$ 1,5 bilhão.

 

Objetivo alcançado

Para o presidente do Grupo Atlantis, Anderson Botega, o objetivo do evento foi atingido, “ao ampliar o debate sobre a necessidade de uma legislação com mais isonomia entre público e privado”. Ele lembrou também que o Futuro Azul é um projeto mais amplo, com ações socioambientais, “exatamente pela visão que a empresa tem de trabalhar pela qualidade de vida das pessoas”. Ele aproveitou para anunciar a expansão dos trabalhos do Grupo Atlantis para São Paulo e Paraná, que se somam aos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso, onde a empresa atende 27 municípios e mais de um milhão de usuários.

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