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Solidariedade e criatividade fazem projeto ganhar forma

10/12/2020 06:00

Há menos de uma semana, quem passa pelo Centro de Tubarão tem se deparado com uma Kombi diferente, estacionada na avenida Marcolino Martins Cabral. Trata-se da Kombi da Maria Alice. O veículo é parte da corrente de solidariedade feita em prol da menina de quatro anos, que precisa de recursos para custear seu tratamento após sofrer paralisia cerebral.


De acordo com a mãe de Maria Alice, Debora Luz, na Kombi são vendidos os cones trufados que levam o nome de “Doce Maria”. A sobremesa é confeccionada, nesta etapa da campanha, pelos pais de Debora. Enquanto isso, Debora fica no veículo das 10h às 22h, comercializando o doce que tem renda revertida para pagar as terapias que sua filha precisa.


Debora conta que a campanha iniciou em 2019. “Foi quando comecei a fazer os doces e vender de porta em porta e também na clínica onde a Maria faz tratamento. Nós precisávamos de ajuda. Porém, queria retribuir isso de alguma forma. Assim, surgiu o Doce Maria. Porém, com a pandemia e com a chegada do meu filho mais novo, tudo ficou mais difícil”, conta a mãe.


Para seguir com a venda dos doces, já que em setembro o custeio repassado pelo Estado para pagar o tratamento foi cortado, Debora buscou um jeito de forma mais intensificada. “Pensei: poderia ter uma Kombi para vender os doces na época de Natal. Depois disso, várias pessoas se mobilizaram e o Transporte Pinguim me emprestou o veículo”, comenta a mãe.


Para seguir com a corrente do bem em prol de Maria Alice, Debora contou com mais ajuda. “O Murilo DMB deu o adesivo para deixar a Kombi mais bonita. A Angil Angulski fez a arte e o Luciano da Envelopa Car, no final de semana, em meio àquela chuvarada, se mobilizou e plotou a Kombi”, descreve a mãe da Maria Alice.

 

Vendas e apoio para seguir tratamento

Assim, Debora e a Kombi da Maria Alice tem feito sucesso durante o horário especial de Natal. “Nos primeiros dias, ficamos impressionados. Vendemos cerca de 200 cones a cada dia. Eu só tenho a agradecer a todos que de uma forma ou de outra têm nos apoiado. Costumo dizer que eu coloco o pé e Deus coloca o chão”, fala Debora.


Maria Alice mora com os pais no bairro Oficinas. A menina tem paralisia cerebral do tipo Diplegia Espástica. Com o tratamento feito regularmente, a criança ganhou qualidade de vida. Debora conta que o tratamento regular de Maria Alice custa em média R$ 1,8 mil mensais. “Porém, quando precisamos fazer o intensivo, ele chega a R$ 17 mil. Não podemos ficar esperando até que tudo se revolva. Por isso, seguimos firmes na venda dos doces”, fala a mãe. O cone trufado, que tem sabores como brigadeiro, amendoim, coco e outros, custa R$ 7.


Para quem deseja colaborar de outras formas, basta depositar qualquer quantia na Caixa Econômica Federal em nome de Maria Alice Luz da Silva Rosa, na agência 0425; operação 013; conta 174978-4 e CPF 129.719.239-75.

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Daiane Fernandes

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