Representantes das diversas entidades que compõem o Gabinete de Gestão Integrada do Município (GGI-M) estiveram reunidos no Paço Municipal para debater a situação que envolve a presença de indígenas embaixo do viaduto do trevo de acesso principal a Tubarão.
Como a situação envolve a Funai, todos os pontos que foram levantados durante o encontro serão unificados em um documento oficial, assinado por todos os órgãos representados na reunião, e encaminhado ao Ministério Público Federal, para que este intervenha junto à Fundação Nacional do Índio para que, finalmente, uma solução definitiva seja encontrada.
O prefeito Joares Ponticelli falou sobre sua preocupação com a situação, em especial sobre as crianças indígenas que estão vivendo praticamente no meio da estrada. “É uma situação que me tira o sono; eu já vi, ninguém me contou, aquelas crianças no meio dos carros oferecendo produtos aos motoristas. Isso não me deixa tranquilo”, explicou.
Este foi o foco principal da reunião, ratificada pela apresentação de dados mais atualizados feita pela assistente social da Fundação Municipal de Desenvolvimento Social, Cléria Agostinho, que acompanhou as abordagens feitas aos índios, onde relatou que, além da venda de produtos, e graças à “benevolência” do povo tubaronense, os indígenas, cujo número só aumenta, também pedem esmolas. Além disso, foi apresentado o número de integrantes que o grupo possui atualmente: dez adultos, seis crianças e duas adolescentes.
A situação sanitária também foi levantada no debate, uma vez que as condições de higiene não são as ideais para uma família, em especial para crianças, assim como a falta de um local específico para se levar os indígenas - considerado como um dos principais entraves à solução da questão.
Funai é considerada entrave
Em termos de entrave, todos concordaram que o maior deles tem um nome: Funai. Isto porque, mesmo os indígenas estando em Tubarão, eles são protegidos, ou regidos, pela Funai do Paraná, uma vez que são oriundos da cidade de Nova Laranjeiras, localizada naquele estado. Por lei, a Funai garante aos indígenas o direito de se deslocar para outros locais, fora de suas aldeias, para comercializar produtos artesanais, além de diversos pontos da legislação que protege os índios em cenários deste tipo.