Neste ano, já foram notificados 89 casos suspeitos de sarampo no Estado. Neste período, foram descartados 66 casos, 15 foram confirmados, e cinco estão em investigação, segundo dados da Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica).
De acordo com a enfermeira da Vigilância Epidemiológica da Regional de Saúde em Tubarão, Helena Caetano Gonçalves e Silva, na região não há casos, porém a melhor forma de se prevenir contra a doença ainda é a vacina. “A recomendação é de que os adultos tomem a vacina tríplice, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba. É o mesmo tipo de vacina que há no calendário das crianças, mas como muitas pessoas não têm certeza se foram vacinados na infância, o ideal é procurar um posto de saúde e atualizar a carteirinha de vacinação. A vacina é recomendada a pessoas de até 49 anos”, pontua.
Helena explica que a necessidade de imunização da população é imediata para que se evite um surto da doença. “Não há casos de contaminação no Estado, apenas de quem veio de fora. Mas o problema é que uma pessoa contaminada pode disseminar, por exemplo, para outras 18, proliferando a doença muito rapidamente. E é isso que queremos evitar com a vacina”, destaca.
A circulação endêmica do vírus do sarampo foi interrompida no Estado no ano 2000. Desde então, registraram-se casos esporádicos e importados em 2001 (um caso), 2013 (dois casos), 2005 (quatro casos), e em 2013 (um caso). Todos relacionados ao histórico de viagens internacionais. Os últimos óbitos no Estado foram registrados em 1992.
Casos importados
Entre os 15 casos confirmados neste ano no Estado, três foram em tripulantes de um navio. Outros 12 casos estão distribuídos nos municípios de Florianópolis (10), Guaramirim (1) e Barra Velha (1). Os casos são classificados como importados porque as evidências epidemiológicas demonstram que, além dos tripulantes do navio, os outros têm histórico de residência e/ou deslocamento para o Estado de São Paulo, onde está ocorrendo o surto. O histórico vacinal de todos dos indivíduos acometidos pela doença é inexistente e/ou inadequado.