Tubarão foi um dos municípios que recebeu a Carta de Inundação e Sistema de Previsão de Eventos Hidrológicos Críticos, entregue pelo chefe da Defesa Civil de Santa Catarina, João Batista Cordeiro Júnior, ontem.
Na solenidade, realizada no Centro Integrado de Gerenciamento de Riscos e Desastres de Tubarão, os documentos foram repassados para as cidades de Tubarão, Araranguá, Forquilhinha, São João Batista e Santo Amaro da Imperatriz. O coordenador da Defesa Civil de Tubarão, Murilo Damian Ribeiro, recebeu o documento.
Segundo Murilo, o estudo irá auxiliar, e muito, nos trabalhos já realizados pela Defesa Civil municipal no controle e prevenção de riscos em casos de desastres naturais e, principalmente, minimizar danos e prejuízos à população, especialmente no que se refere à vida. “Este estudo mostra, por exemplo, as áreas que serão mais impactadas em caso de uma inundação em determinado período”, explica.
Caso ocorra novamente uma inundação, bairros como Revoredo, Vila Esperança e parte de São Martinho seriam atingidos, exemplifica o estudo.
“A carta irá ajudar nos próximos estudos de ocupação de solo. A prefeitura poderá fazer uma série de normativas no planejamento de obras de projetos de casas ou empresas que desejam se instalar nas áreas que podem ser mais afetadas, minimizando o impacto ambiental e material”, exemplifica.
De acordo com João Batista, os levantamentos hidrológicos são de fundamental importância no planejamento das ações de proteção e defesa civil. No total, serão contemplados 35 municípios. Para isso, a Defesa Civil Estadual investiu R$ 2,5 milhões.
“A ação vai ajudar em políticas de prevenção nos municípios, e também beneficia no planejamento urbano dessas cidades. O documento busca instrumentalizar as Defesas Civis no controle e na previsão de cheias e inundações. Da mesma forma, no apoio em operações e ações de proteção e defesa civil. As cartas poderão ser utilizadas no mapeamento e análise de riscos hidrológicos, redes de monitoramento e alerta, e como ferramenta para o planejamento urbano dos municípios”, explica.
“Com este estudo, aliado aos trabalhos que já realizamos, poderemos emitir alertas mais precisos e atuar com mais eficiência na prevenção e, principalmente, nas ações antecipadas em casos de uma possível inundação”, pontua Murilo.
Estado sujeito a fenômenos
O chefe da Defesa Civil ressaltou que, devido à localização, o Estado está sujeito a severos fenômenos da natureza. “As inundações e estiagens impactam diretamente nossa sociedade, e essas situações são agravadas pela ocupação desordenada”, comentou João Batista. “Planejando as ações e buscando soluções definitivas, estamos cada vez mais construindo um Estado resiliente”, finalizou.