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Rio Tubarão: contratação de estudo é autorizada

Readequação do projeto executivo de redragagem deve ser feita ainda no primeiro semestre deste ano

15/02/2020 06:00
André Fernandes/DS

O governo do Estado, através da secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável,  autorizou a contratação de estudos visando à readequação (revisão) do projeto executivo para o desassoreamento do rio Tubarão ainda no primeiro semestre de 2020.


A informação veio através da comissão de acompanhamento dos projetos de desassoreamento do rio Tubarão, que se reuniu nesta semana com o engenheiro agrônomo Celso Albuquerque, o secretário executivo do Meio Ambiente do Estado (Sema) e a diretora de Recursos Hídricos da Sema, Jaqueline Souza.


De acordo com o coordenador da comissão, Claudemir Souza dos Santos, o secretário mostrou-se bastante sensibilizado, e informou sobre a decisão do Estado. “A natureza não faz acordo conosco, mas saímos esperançosos com a retomada dos trabalhos pelo governo do Estado, para a conclusão dos projetos que já se arrastam por mais de sete anos. Agora, é esperar pelo próximo passo, que é a licitação para a contratação dos estudos”, pontuou.


O secretário Celso explica que se trata de um processo de contratação que finalizou em 2014. “No que se refere às adequações solicitadas pelo órgão ambiental no projeto executivo, estão em fase de análise jurídica para o encaminhamento das melhorias necessárias”, adiantou. Segundo ele, a secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado segue empenhada, junto com os demais órgãos envolvidos, “para garantir continuidade deste movimento tão relevante para a Cidade Azul”, enfatizou.


Claudemir Souza dos Santos diz que até o momento já foram investidos recursos públicos no montante de R$ 2.698.914,88, “e os projetos estão longe de serem concluídos”, reforça.

 

Conclusão dos projetos

“Com a conclusão dos projetos, poderemos pleitear a execução das obras, o que dependerá de uma concorrência pública, mas deverá ultrapassar R$ 300 milhões – recursos que já estiveram disponíveis no governo federal, mas sem projetos não foi possível viabilizá-los. Recursos estes que darão segurança para o desenvolvimento de Tubarão e região, e são insignificantes perante o que já foi investido para a contenção de cheias no Vale do Itajaí, por exemplo”, completa Claudemir. Para ele, a redragagem é uma das obras mais importantes e, principalmente, necessárias para Tubarão. “Tivemos uma tragédia em 1974, e não queremos que a situação se repita de forma ainda mais grave. Depois de acontecer, não vai adiantar reclamar”, conclui.

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