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Respiradores: Justiça nega pedidos de prisões do MP

12/05/2020 06:00

A pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), a Justiça retirou ontem o sigilo do processo judicial que apura supostos crimes contra a administração pública ocorridos em processo de dispensa de licitação para aquisição emergencial pelo Estado de 200 respiradores ao custo de R$ 33 milhões.

O pedido para tornar público o processo foi feito pelo procurador-geral de Justiça, Fernando da Silva Comin, na noite de sábado, após a Operação 02 (oxigênio) cumprir pela manhã 35 mandados de busca e apreensão e sequestro de bens em 12 municípios de Santa Catarina, Rio de Janeiro, São Paulo e Mato Grosso.


“Não mais se justifica a restrição à publicidade das diligências já concluídas, diante da deflagração da fase de campo e das normativas expressas no ordenamento jurídico pátrio que regulam o tema acerca da publicidade dos atos processuais”, argumentou o Ministério Público ao requerer ao Tribunal de Justiça o levantamento do sigilo.


A força-tarefa composta pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e pela Polícia Civil investiga crimes contra a administração pública em processo de dispensa de licitação para aquisição emergencial de 200 ventiladores pulmonares, a fim de auxiliar no enfrentamento à Covid-19, ao custo de R$ 33 milhões pagos de forma antecipada, sem a exigência de qualquer garantia e sem as mínimas cautelas quanto à verificação da idoneidade e da capacidade da empresa vendedora.


As investigações, até o momento, identificaram fraude no processo de aquisição dos respiradores.

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