A região já contabiliza 56 casos positivos de dengue, sendo 29 autóctones, com transmissão no próprio município. No último levantamento, de 24 de abril, eram 39 casos. Comparando-se os casos com o mesmo período de 2022, detecta-se um aumento de 480% no número da doença, de acordo com a bióloga da Regional de Saúde, Sabrina Cardoso.
O município de São Ludgero é o que apresenta situação mais crítica, pois há transmissão ativa do vírus da dengue. São 19 casos de dengue, sendo 15 autóctones. “O referido município se encontra em surto para a doença. Todavia, os casos vêm crescendo diariamente e se continuar nessa proporção, em breve, estará em situação epidêmica”, alerta a bióloga.
Até o último dia 5, já haviam sido notificados na Regional de Saúde de Tubarão – que engloba os 18 municípios da Amurel -, 765 casos suspeitos de dengue, destes, 541 foram descartados para a doença e 56 confirmados.
Além de São Ludgero, há registros de casos da doença em Tubarão (11, sendo três autóctones), Braço do Norte (10, com sete sendo contraídos no município), Imbituba (oito casos, sendo três autóctones), Pescaria Brava (dois), Gravatal (um caso autóctone), Imaruí (três), São Martinho (um) e Rio Fortuna (um). Há, ainda, 168 casos em investigação.
Com relação à chikungunya, Sabrina afirma que a região possui dez casos notificados e todos eles foram descartados por critério laboratorial. “No entanto, ressaltamos que há alerta no país e no Estado com relação ao aumento expressivo dos casos da referida doença, fato este que nos gera ainda mais preocupação”, pontua.
Focos
A região também contabiliza 296 focos do mosquito Aedes aegypti. Foram encontrados focos em São Ludgero (124), Tubarão (79), Imbituba (63), Braço do Norte (17), Capivari de Baixo (5), Laguna (4), Grão-Pará, Gravatal, Pescaria Brava e São Martinho, um foco cada. São Ludgero, Tubarão e Imbituba são considerados infestados.