Impacto ao consumidor será gradual e depende da reposição dos estoques.
O reajuste dos preços dos medicamentos teve início ontem. A mudança foi oficializada após publicação no Diário Oficial da União (DOU). O valor, estabelecido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), funcionará como um teto de aumento para todo o setor farmacêutico.
O impacto, no entanto, não é imediato e pode demorar até ser sentido pelo consumidor
Agora, os fornecedores de medicamentos (fabricantes, distribuidores, lojistas) podem ajustar os preços de seus medicamentos da seguinte forma: alta máxima de 5,06% para medicamentos com alta concorrência no mercado (nível 1); alta máxima de 3,83% para medicamentos com média concorrência no mercado (nível 2); alta máxima de 2,60% para medicamentos com baixa ou nenhuma concorrência no mercado (nível 3).
Embora o teto de reajuste tenha ficado em 5,06%, equivalente à inflação oficial acumulada em 12 meses, esse percentual só incidirá sobre cerca de 7% dos remédios.
O aumento não é automático e depende de as empresas farmacêuticas enviarem o relatório de comercialização à CMED. Após essa fase, o reajuste, na prática, só é cobrado à medida que os estoques das farmácias forem repostos.
Níveis
Os remédios do nível 1, que terão reajuste com percentual maior, só representam 7,8% do total de medicamentos. O nível 2 corresponde a 15%. O nível 3 representa 77,2%.