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Projeto leva futebol ao cotidiano de meninas

Laysa Anacleto é uma das integrantes do projeto que oferece futebol no contraturno escolar

15/02/2024 06:00|Atualizada em 23/02/2024 15:18|Por Redação

A tubaronense Laysa Anacleto Mendes tem dez anos e vive com a família na Guarda margem esquerda. Desde o ano passado, a garota participa de um projeto social da cidade que promove a prática esportiva como atividade no contraturno escolar: o futebol.

O Conexão Comunitária é realizado em Tubarão desde 2021. No ano passado, o projeto contou com cerca de 180 alunos na escolinha de futebol. Grande parte dos pequenos atletas são meninos, mas o projeto também recebia a inscrição de meninas, como a Laysa. “Elas faziam as aulas junto dos meninos, mas nesse ano decidimos fazer algo diferente: abrir as inscrições para turmas exclusivas de meninas, oferecendo um ambiente acolhedor, seguro e empoderador, onde elas poderão aprender, crescer e brilhar no esporte”, explica João Vitor Paes dos Santos, coordenador técnico do projeto. 

 

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Meninas com idade entre cinco e 17 anos podem participar das aulas, que acontecem pelas manhãs e tardes, durante a semana. As inscrições podem ser feitas através do telefone (48) 99857-5215 ou através das redes sociais do Conexão Comunitária. As aulas acontecem no bairro Humaitá de Cima, na Associação da Polícia Militar de Tubarão.

As inscrições são gratuitas e a escolinha não conta com mensalidade. O pai que quiser e puder ajudar, pode fazer isso de maneira voluntária. As turmas deste ano devem iniciar as aulas em fevereiro, mas o projeto recebe inscrições durante todo o ano. Giovana Rosa será a treinadora das meninas e crianças de municípios vizinhos também podem fazer parte.

João explica que uma das exigências para que as crianças e adolescentes sigam nas aulas é a frequência escolar. “O aluno tem que ter 100% de frequência e mostrar os boletins com as boas notas”, conta.

Valéria, mãe da Laysa, explica que a filha sempre gostou de futebol. “Ela adora ver os jogos na TV com o pai, conhece quase todos os jogadores. No ano passado, a coloquei na escolinha de futebol porque ela era muito hiperativa, agitada. O desenvolvimento foi muito bom nas amizades, na concentração, no estudo, porque eles cobram notas boas”, explica.


Futuro

Promover os princípios da solidariedade, companheirismo, cooperação e integração social das crianças e adolescentes estão entre os objetivos do projeto. “Chegou a hora de mostrar que o futebol é para todas, que não existem limites para o seu potencial. O futuro do futebol feminino na região começa aqui”, ressalta João.

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