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Procedimento trata pacientes com arritmia

28/06/2023 06:00

O Hospital Unimed Tubarão, em parceria com o Instituto de Ritmologia Cardíaca, realizou o primeiro procedimento pelo serviço de eletrofisiologia cardíaca. Trata-se do estudo eletrofisiológico e ablação por cateter, procedimento minimamente invasivo que tem por objetivo diagnosticar e tratar pacientes com arritmias cardíacas.


O novo serviço de eletrofisiologia do Hospital Unimed Tubarão oferecerá aos pacientes procedimentos chamados de complexos (utilização de mapas 3D cardíacos) sendo referência em toda a região Sul do Estado.


O caso em questão, realizado no Hospital Unimed, foi de um paciente com crises de taquicardias de longa data, com várias idas ao pronto-socorro para reversão de urgência das arritmias. Segundo o médico Rafael Ronsoni, o paciente mantinha crises mesmo tomando medicamentos adequados para a sua arritmia, prejudicando muito a qualidade de vida e trazendo outros transtornos.


Por isso, o paciente foi encaminhado para realização deste procedimento. A intervenção, explica o profissional, foi realizada através de punções venosas, na altura da virilha, por onde são inseridos cateteres que têm a função de perceber e registrar, num computador, a atividade elétrica do coração, assim com estimular o coração para que a arritmia seja induzível. Desta forma, a equipe médica diagnostica e localiza o foco da doença.


“Uma vez determinado o foco da arritmia, um cateter especial é inserido no coração e sua ponta é colocada em contato com o foco da arritmia. Neste momento, é liberada uma energia chamada radiofrequência que faz a ablação da arritmia, uma espécie de cauterização, curando o problema”, acentua Rafael.


A chance de cura, segundo ele, dependendo do caso, chega a 99%, com risco de recidiva em torno de 2% a 3% e com muito baixo risco de complicações. Com os objetivos do procedimento alcançados, o paciente não terá mais crises de arritmias e nem necessitará tomar medicamentos contínuos para arritmia pelo resto da vida.


O procedimento foi realizado pelos médicos Tiago Luiz Silvestrini, Rafael Ronsoni e Guilherme Passuello.

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