Em decisão dos ministros da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), o prefeito afastado de Tubarão, Joares Ponticelli, deverá seguir preso. O julgamento do agravo regimental apresentado pela defesa foi concluído no começo desta semana.
Em maio, o Supremo Tribunal Federal já tinha negado habeas corpus ao prefeito. Joares está preso desde 14 de fevereiro e virou réu nas ações que envolvem a Operação Mensageiro.
No recurso contra a decisão da ministra Cármen Lúcia, em negar o habeas corpus, a defesa alegou que não houve análise de “elementos trazidos pelos impetrantes, que demonstram a excessividade e ilegalidade da medida constritiva de liberdade” e que “não há que se falar em gravidade concreta na conduta do paciente, pois não houve demonstração mínima de sua efetiva participação no suposto esquema criminoso”.
No julgamento finalizado na segunda-feira, todos os ministros da 1ª Turma do STF, por meio de sessão virtual, acompanharam o voto de Cármen Lúcia. São eles: Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e Alexandre de Moraes.
Ainda na segunda-feira, um vídeo de Joares circulou nas redes sociais. Ele é atribuído a um trecho do depoimento que ele teria prestado ao Ministério Público e que faz parte do processo. Nas imagens, Joares faz um desabafo relacionado ao julgamento e à condenação que sofre pelas redes sociais e quanto ao seu sofrimento, de sua família e de seus amigos. Ele também pede que, dentro do possível, o processo tenha mais celeridade.