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Pesquisa e prevenção mudam cenário do HIV

Avanços no tratamento reduzem mortes, mas prevenção e combate ao estigma seguem desafios

15/12/2025 06:00|Atualizada em 16/12/2025 01:30|Por Redação

Dezembro é o mês de conscientização sobre HIV e Aids no Brasil, reforçando a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do enfrentamento ao estigma. Em Santa Catarina, 24.408 pessoas viviam com HIV entre 2015 e 2024, segundo a Secretaria de Estado da Saúde, com maior concentração entre jovens de 20 a 29 anos e predominância masculina.

A professora do curso de Medicina da UniSul/Inspirali, Lettícia Rodrigues de Almeida Maurique, explica que o aumento dos casos notificados está relacionado principalmente à ampliação da testagem. “A expansão do diagnóstico em populações-chave e as campanhas de incentivo explicam boa parte desse crescimento, embora alguns grupos possam apresentar mudanças reais nos padrões de transmissão”, avalia.

Enquanto as notificações crescem, a mortalidade por Aids apresenta queda. Em Santa Catarina, a redução foi de 46,7% entre 2013 e 2023, conforme o Ministério da Saúde. O avanço está ligado ao acesso ampliado aos antirretrovirais, a tratamentos mais modernos e ao início imediato da terapia após o diagnóstico. Redes de atenção mais estruturadas e o uso da prevenção combinada, como a PrEP, também contribuem para evitar casos avançados.

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Apesar dos avanços, o estigma e a discriminação seguem como barreiras importantes, afastando pessoas dos serviços de saúde. Persistem ainda desigualdades regionais, baixa testagem regular em alguns grupos e fragilidades na educação sexual.

Estratégias   

No campo científico, novas estratégias ampliam as possibilidades de prevenção e tratamento, como a PrEP injetável de longa duração (cabotegravir) e pesquisas com novos antirretrovirais. “Hoje o HIV é uma condição crônica manejável. Com tratamento regular, a expectativa de vida se aproxima da população geral e a transmissão é praticamente eliminada”, destaca Lettícia.

A especialista reforça que testar, iniciar o tratamento precocemente e combater o preconceito são medidas fundamentais. Prevenir é possível, tratar salva vidas e a informação segue sendo uma das principais aliadas no enfrentamento ao HIV.

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