Após dois anos, Santa Catarina não está mais em estado de calamidade pública por conta da pandemia da covid-19. O governador Carlos Moisés anunciou em entrevista coletiva na manhã dessa quinta-feira, em Florianópolis, que não irá renovar o decreto de emergência em saúde, que valia até esta data.
A ação faz parte do processo de volta à normalidade em função da melhora do cenário epidemiológico e do avanço na vacinação. Santa Catarina encerra o período de calamidade pública com a menor taxa de letalidade para a doença no país – 1,3% contra 2,2% na média nacional. Atualmente, são 4,2 mil casos ativos para o coronavírus – no pico, em 29 de janeiro deste ano, foram mais de 80 mil.
Em termos práticos, o fim da calamidade pública significa um retorno aos ritos habituais nos processos de gestão administrativa, notadamente na Secretaria de Estado da Saúde.
O Centro de Operações em Emergências em Saúde (Coes), por exemplo, deixa de existir. O órgão deu suporte técnico às decisões tomadas pelos gestores públicos no enfrentamento à pandemia. O governador explica que o governo seguirá com os atendimentos a todos que necessitem, porém, o que eram regras anteriormente passam a ser orientações agora, como o uso de máscaras.
“A pandemia não acabou hoje. Esse momento reflete o novo enfrentamento da pandemia e nos permite olhar para a frente”, destacou o governador, que não escondeu a emoção ao falar sobre os resultados do enfrentamento. “Precisamos acelerar o processo de imunização em todos os níveis. Essa polêmica que se criou em torno das vacinas pode nos levar ao retrocesso. Não podemos permitir isso”, ressaltou.