A Justiça considerou as alegações do MP-SC “genéricas” e negou os pedidos de prisão temporária do ex-secretário de Estado da Casa Civil, Douglas Borba, e de outras sete pessoas investigadas no processo sobre a compra de 200 respiradores por R$ 33 milhões pelo governo do Estado.
Os pedidos foram feitos, segundo o MP-SC, para “impedir a destruição de provas” e também porque entre os investigados haveria pessoas “que exercem posição de liderança no esquema delitivo e não teriam nenhuma dificuldade de obter sucesso para constranger ou pressionar testemunhas”. As prisões temporárias costumam ser concedidas por prazo de cinco dias, e buscam auxiliar e evitar interferências em investigações.
A Justiça afirmou que a segregação dos investigados não seria “indispensável neste momento”. Além do ex-secretário da Casa Civil, os pedidos de prisão temporária envolviam os dois sócios da empresa Veigamed, um médico, um empresário e um advogado que teriam atuado em favor da Veigamed no processo de compra.
Além deles, há ainda um vereador de São João do Meriti (RJ), que também teria representado a empresa fluminense em uma tentativa de compra de testes rápidos junto a outra companhia de saúde.
Apenas um trecho da investigação segue sob sigilo porque ainda há medida cautelar a ser cumprida.