O inverno, no Brasil, se caracteriza pela predominância de tempo seco em grande parte do território. Isto quer dizer que a umidade do ar, em média, cai para menos de 30%, onde o índice ideal, definido pela Organização Mundial de Saúde (OMS), é de 60%.
Quando isso ocorre, aumentam as incidências de problemas de saúde, principalmente de alergias respiratórias e viroses. Atualmente, no Sul, nesta época, diferentemente das demais regiões, a característica não é o tempo seco e sim as variações de temperaturas.
“Atualmente, nesta estação, as temperaturas têm apresentado muita oscilação térmica. Dias de frio intenso têm se revezado com veranicos que elevam os termômetros até a casa dos 30°C. Diferenças de mais de 15°C de um dia para o outro. Essas mudanças bruscas do tempo exigem atenção especial à saúde, principalmente com as crianças e idosos, que são as mais sensíveis”, alerta o clínico geral da Pró-Vida, Peter da Silva Henrique.
Conforme o médico, o clima causa efeitos sobre a saúde e bem-estar ao diminuir as defesas do organismo contra microrganismos, como vírus, bactérias e fungos, e acarretam doenças mais frequentes, principalmente nas pessoas que já sofrem com problemas respiratórios, como a asma.
“O importante é ficar atento às ocorrências frequentes de tosse, secreção, asma, chia e estreitamento das vias aéreas, que podem ser ocasionadas pelo choque térmico. Evitar neste período, locais aglomerados, que favorecem a disseminação de vírus. Aconselha-se lavar frequentemente as mãos e manter os ambientes ventilados. No aparecimento de sintomas mais severos, como febre e desconforto respiratório, procurar uma unidade de saúde”, orienta Peter.
O médico indica, no geral, para prevenção, beber bastante água, dormir bem, alimentar-se corretamente, adotar bons hábitos de higiene e fazer atividades físicas com frequência.
Sintomas de baixa imunidade
O clínico destaca que vários fatores podem enfraquecer a imunidade, como o surgimento de uma gripe ou resfriado, presença de infecções, entre outros. Os sintomas mais comuns são: cansaço excessivo, febre e calafrios frequentes, náuseas, vômitos ou diarreia, doenças simples que ficam graves, como “gripes” que duram semanas, herpes, infecções respiratórias persistentes e constantes e estresse.