Após a Justiça determinar que o governo de Santa Catarina retome um grau anterior de restrições em relação ao funcionamento de hotéis e pousadas, casas noturnas, cinemas, teatros e eventos sociais, o governador do Estado, Carlos Moisés, afirma que vai recorrer da decisão.
Para a Justiça, as flexibilizações não têm motivação técnico-científica. Contudo, segundo o governador, não há contradição sobre a situação. “Na verdade, a regra é a liberdade do indivíduo. Nós temos os regramentos, temos as atividades, e as pessoas precisam cumprir as regras”, diz Moisés.
Ainda conforme o governador, as liberações de atividades feitas por ele na última semana são coerentes. Ao citar ações tomadas pelo governo no início da crise, Moisés declarou que “o trabalho foi feito” e que não pode “operar milagre”.
Moisés diz que seria praticamente impossível restringir a circulação de pessoas no Estado durante a temporada de verão. Para o governador, o que é preciso fazer hoje é proteger os vulneráveis. “A gestão para o enfrentamento da crise da covid-19 em Santa Catarina tem sido considerada a melhor do Brasil por organismos independentes. Então, nós não podemos esquecer disso. O nosso trabalho foi feito. Nós não podemos operar um milagre. Esse milagre agora talvez dependa de Deus, de evitar com que as pessoas de fato venham a falecer”, fala.
Risco gravíssimo
Todas as regiões de Santa Catarina estão em risco gravíssimo para o coronavírus. Segundo o novo mapa de risco, divulgado pelo governo, as 16 regiões estão no nível mais alto da escala utilizada pelo governo para o novo vírus. É a primeira vez que este cenário é visto no Estado desde o início da pandemia. O cenário vermelho é divulgado na semana que o governo de Santa Catarina permitiu que cinemas, eventos com público e congressos sejam feitos. O decreto traz regras para a reabertura em meio à alta de casos de covid-19.