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Mapas do século 19 serão restaurados

Documentos da formação da Colônia Grão-Pará contarão com preservação para pesquisas, no Museu de Orleans

03/07/2024 06:00|Por Redação

O Museu ao Ar Livre Princesa Isabel (Malpi), de Orleans, está restaurando 75 mapas e 25 cadernetas de campo, datados de meados do século 19, da formação da Colônia Grão-Pará. O projeto contribuirá com a preservação dos documentos para viabilização de futuras pesquisas.

 

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A área correspondente à Colônia é de, atualmente, 10 municípios da região Sul de Santa Catarina, e o acervo faz parte de uma série de documentações. O projeto “Entre mapas e cadernetas de campo: história, preservação e difusão de acervos históricos do Museu ao Ar Livre Princesa Isabel”, conforme a diretora do Museu, Valdirene Böger Dorigon, colabora com a preservação de parte da história da imigração. Um dos exemplos é o mapa da comunidade do Rio dos Pinheiros. O local foi um dos principais núcleos coloniais, com a chegada dos imigrantes europeus, em 1882.

Acervo

A diretora frisa que o acervo se constitui um dos mais importantes centros de documentação de pesquisa histórica de Santa Catarina sobre a colonização europeia da região. “Aqui há várias tipologias de documentos. São documentos de grande interesse histórico, com registros desde a implantação da Colônia Grão-Pará, com a demarcação iniciada em 1875, lista de imigrantes, títulos de propriedade, censos dos moradores, documentos relacionados às questões administrativas da empresa e da vida cotidiana na colônia, até os registros de venda de terras de 1980”, comentou Valdirene.

Conforme o museólogo Idemar Ghizzo, muitos documentos encontrados no porão da antiga sede da Empresa Colonizadora Grão-Pará estavam em estado avançado de degradação. Segundo ele, a iniciativa, por meio dos recursos do Prêmio Elisabete Anderle, é fundamental para possibilitar a aquisição de serviços e materiais para a preservação. “São documentos com mais de 149 anos de existência, que necessitam de atenção para deixá-los acessíveis ao público”, explicou.

Documentos estavam em porão

Os documentos produzidos ficaram por muitos anos esquecidos em um porão, descobertos na década de 60 pelo pesquisador e incentivador da cultura na região, padre João Leonir Dall’Alba, fundador do Unibave e do Museu ao Ar Livre. Calcula-se que, aproximadamente, 200 mil documentos estão disponíveis no acervo documental instalado na Casa de Pedra, do Museu ao Ar Livre. Muitas pesquisas foram realizadas nos acervos documentais e continuam sendo concretizadas. O próprio padre João publicou vários livros, assim como outros autores, utilizando como fonte os documentos da Colônia Grão-Pará.

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