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Intercâmbio: jornalista relata cuidados

02/03/2020 06:00

A jornalista tubaronense Maria Júlia Goulart está desde o último sábado em Malta realizando o sonho de fazer um intercâmbio. Ela, que é repórter da Unisul TV, escolheu o destino, um arquipélago na região central do Mediterrâneo, em março do ano passado, bem antes da confirmação dos primeiros casos do novo coronavírus.


“Optei por Malta por ser um lugar com o clima ameno, custo de vida barato, e por ter paisagens de tirar o fôlego”, conta a jornalista. Nesse meio tempo, entre fechar a viagem e realmente embarcar para a aventura em outro país, surgiram os casos da doença que provocou, até a tarde de ontem, quase três mil mortes em todo o mundo.


“Quando virou o ano e o coronavírus explodiu na China, comecei a ficar tensa por ser um vírus tão contagioso, próximo à época de viajar. Com o aumento de casos na Itália (que fica ao lado de Malta), a apreensão aumentou” explica Maria Júlia.


Alguns dias antes de viajar, a repórter pôde observar aqui na região os reflexos provocados pelo coronavírus. “Procurei por máscaras em Tubarão e em outras cidades próximas e só encontrei algumas, em duas farmácias. Também me chamou a atenção o preço do álcool gel, que estava bem mais alto que o de costume”.


A jornalista também relata que, desde o embarque em Florianópolis, notou um cuidado maior dos funcionários e clientes das companhias aéreas em relação ao vírus. “Muitas pessoas utilizavam máscaras, especialmente turistas argentinos ou uruguaios. No momento do embarque, ao passar na esteira, todos os funcionários também usavam máscaras de proteção”, conta. O mesmo se repetiu no aeroporto de Guarulhos. “Ao pedir uma informação, fui recomendada a colocar a máscara e usar álcool gel”.

 

Repórter não pensou em desistir

Maria Júlia conta que não pensou em desistir da viagem. A família apoiou a jovem, pedindo apenas para que ela reforçasse as ações de prevenção. “Ao chegar ao aeroporto de Malta, tive que tirar uma foto em uma câmera que detecta se a pessoa está com febre. Eles também me perguntaram quanto tempo tinha ficado no aeroporto de Paris, onde fiz escala. Lá, vi poucas pessoas usando máscaras”, explica. A única desistência, por enquanto, segundo a tubaronense, é a de viajar pela Itália, onde foram confirmados, até a tarde de ontem, 650 casos e 17 mortes, de acordo com o Ministério da Saúde local. “Eu tinha o sonho de conhecer Roma e Milão, mas acredito que vou ter que adiar essa viagem”. Essa é a primeira viagem internacional dela, que fica no intercâmbio até o fim deste mês.

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Guilherme Corrêa

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