Unidades hospitalares de Santa Catarina vão receber mais de R$ 300 milhões em investimentos a partir da nova política hospitalar catarinense. O montante, que é três vezes maior em relação a 2018, será repassado em 12 parcelas mensais. Na região, oito hospitais serão beneficiados com os recursos – em Tubarão, Braço do Norte, Laguna, Imbituba, Orleans, Treze de Maio, Lauro Müller e Jaguaruna.
A nova política definiu critérios e classificações para repasse aos hospitais com base em um amplo estudo técnico realizado pela Secretaria de Estado da Saúde. A partir dessas regras, o governo do Estado vai garantir mais transparência na gestão dos recursos públicos com o objetivo de ampliar os serviços e melhorar o atendimento ao cidadão.
As novas normas estão baseadas em critérios estabelecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A política é organizada a partir da definição dos serviços de saúde que, de forma regionalizada, são referência para o atendimento dos catarinenses.
Uma atenção especial é dedicada para as linhas de urgência e emergência, materno-infantil e atenção psicossocial. A principal alteração é que, a partir da nova política hospitalar, os serviços receberão incentivo financeiro mensal de acordo com o porte da unidade e análise de desempenho.
O Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), de Tubarão foi um três que recebeu classificação máxima (5). Junto com o Hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí, e o Hospital Regional do Oeste, em Chapecó, receberá R$ 6 milhões (R$ 2 milhões para cada hospital).
Os hospitais de Laguna, Braço do Norte, Imbituba, Orleans e Treze de Maio tiveram classificação 2 (assim como outros 40 hospitais do Estado) e receberão, cada um, R$ 70 mil. Já os hospitais de Lauro Müller e Jaguaruna, com classificação 1, terão R$ 30 mil de recursos cada. Nesta classificação foram 16 hospitais no total em Santa Catarina.
Segundo o secretário de Estado da Saúde, Helton de Souza Zeferino, uma política hospitalar catarinense era um pleito de mais de dez anos dos dirigentes de hospitais junto ao Estado. “É uma entrega que o governo de Santa Catarina fez nos seus primeiros oito meses de gestão, um processo construído com muito cuidado para que a população de todo o Estado pudesse ser beneficiada com uma saúde regionalizada e resolutiva”, afirma Helton.
Critérios de classificação
A construção do projeto começou em 2018 e os critérios de classificação foram aprimorados pela Comissão Hospitalar de 2019. A nova política hospitalar catarinense estipula como critérios para definição de portes hospitalares os seguintes itens: número de leitos, número de leitos de UTI adulto, número de leitos de UTI pediátrica, número de leitos de UTI neonatal, taxa de ocupação geral, quantidade de clínicas com internação, exames diagnósticos disponibilizados, número de altas complexidades habilitadas e rede temática com serviço habilitado. A política hospitalar catarinense identificou 117 unidades hospitalares, sendo 96 filantrópicas ou municipais e outras 21 próprias da secretaria de Saúde.