Desde sábado, o haitiano Joe, que atualmente mora em Tubarão, acompanha notícias do terremoto que atingiu seu país de origem. Morador da Cidade Azul há dois anos, Joe veio sozinho para o Brasil. No Haiti, estão a esposa e sua mãe, que ficaram feridas no tremor de terra registrado no dia 14.
Joe conta que já conseguiu falar com seus familiares. “Minha mãe perdeu um pé e minha esposa teve ferimentos no tórax, quando foi atingida por um ferro. Ambas estão no hospital”, fala o morador de Tubarão. O país sofreu um terremoto de magnitude 7,2, que deixou pelo menos 304 mortos e mais de 1.800 feridos no Sudoeste do Haiti, e reviveu memórias terríveis do grande terremoto de 2010.
“Eu sigo em Tubarão pois sou o chefe da minha família e preciso trabalhar. Quando soube de tudo, fiquei muito arrasado. Peço que Deus proteja minha família e meus irmãos haitianos, pois eu os amo muito”, diz o jovem haitiano.
A terra tremeu no Haiti às 8h30 do último sábado, horário de Brasília. O epicentro estava no Sudoeste do país, na ponta da península Tiburon. Les Cayes e Jeremie são as cidades mais atingidas; 130 mil pessoas vivem nessa área.
Muitos edifícios desabaram durante o terremoto, prendendo centenas de moradores sob lajes de concreto. O terremoto destruiu 2.868 edificações e danificou 5.410, disseram as autoridades.
Cáritas oferece solidariedade
Em nota, a Cáritas de Tubarão, que presta serviço de apoio aos imigrantes na cidade, lamentou o ocorrido. “É com profunda tristeza que recebemos a notícia do terremoto. Como Cáritas Brasileira, queremos expressar todo nosso carinho e solidariedade ao Haiti, através da igreja haitiana. Pedimos ao bom Deus que acompanhe todas as pessoas que vivem a angústia da busca por familiares desaparecidos, ou que sofrem a perda irreparável de seus entes queridos”, diz a nota.