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Gêmeos ganham alta após 100 dias na UTI neonatal

18/03/2022 06:00

Depois de 102 dias internados na UTI neonatal do Hospital Unimed Tubarão, a tão ansiosa alta médica dos gêmeos bivitelinos Lucca e Levi, para alívio da mãe Rozana Costa, finalmente foi autorizada.  Os meninos eram para chegar ao mundo no dia 1º de março. Porém, precisaram nascer antes.


Rozana ressalta que, em um ultrassom de rotina em 27 semanas e três dias (início do sétimo mês de gestação), foi descoberto que Lucca estava em sofrimento fetal com restrição de crescimento intrauterino. “Tive que decidir entre dar chance aos dois ou deixar somente o Levi na barriga”, lembra. Então, segundo Rozana Costa, no mesmo dia veio a decisão de que ia dar chance aos dois, mesmo que nascessem prematuros extremos.


Natural de Porto Alegre e morando em Criciúma, como não conseguiu vaga na UTI neonatal local, foi encaminhada para o Hospital Unimed Tubarão e foi aí que se iniciou a jornada de Rozana. No dia 4 de dezembro do ano passado, à 0h26, nasceu Levi, com 700 gramas, e à 0h28 nasceu o Lucca, com 620 gramas.


“Nasceram pelas mãos da excelente médica Maria Eugênia Perito e sua equipe, a quem tenho eterna gratidão. Fui muito bem atendida e acolhida por todos, pelas enfermeiras, técnicas, fisioterapeutas, equipe médica, meninas da copa, da limpeza, recepção e lactário que, não tenho nem palavras para agradecer”, acentua a mãe, que ficou à espera dos filhos que seguiram na UTI por mais de três meses.

 

Apoio da família

Neste período de internação dos gêmeos bivitelinos na UTI neonatal do Hospital Unimed, Rozana ficou hospedada em uma casa de um parente de Lucas Fraga, pai dos meninos. “Somos também eternamente gratos a isso, pois facilitou e permitiu que eu visse os meninos todos os dias a qualquer hora. O acesso à UTI neonatal é livre”. Rozana lembra que, por diversas vezes, teve que encarar um desânimo diante das várias intercorrências devido à prematuridade extrema. Mas lembra que o desânimo era superado pela equipe técnica da neonatal, que sempre a animava e aconselhava a ter muita fé. “Ser mãe de UTI neonatal não é nada fácil. Mas quando temos uma equipe empática e querida ao lado, com certeza, ajuda a termos esperança. E foi isso que tivemos”, conclui.

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