O presidente da Fundação Municipal de Educação de Tubarão, Maurício da Silva, pediu que a polícia investigue denúncias sobre a prova para contratação de professores ACT. “Para que não restem dúvidas sobre a lisura da prova para contratação de professores temporários, solicitei à polícia ampla e profunda investigação sobre todas as alegações feitas a respeito”, disse.
No Boletim de Ocorrência registrado por ele, Maurício considera quatro fatos para justificar o pedido. O primeiro, segundo ele, é que a empresa que realizou a mencionada prova foi contratada por meio de licitação. “Há ainda alegação nas redes sociais e no pronunciamento do vereador José Luiz Tancredo, na tribuna da Câmara, com vídeo nas redes sociais, de que houve ‘cola’ na prova”, pontua.
Maurício ainda acrescenta que uma professora que fez a prova registrou Boletim de Ocorrência contra o vereador José Luiz Tancredo por se sentir prejudicada, uma vez que ela aparece numa foto com denúncias de ‘cola’ na prova e que, segundo ela, não houve qualquer irregularidade. “Ela relata que a foto foi feita antes da prova, no momento em que candidatos colocavam o celular e o relógio num saco plástico com lacre, e que, ainda segundo a professora, o fiscal chamou três candidatas para constatarem que o envelope com as provas estava lacrado, e que quando uma candidata precisou ir ao banheiro um fiscal a acompanhou”, destaca.
O assunto foi tratado em duas matérias publicadas no DS, inclusive com o vereador José Luiz Tancredo afirmando que apenas usou a tribuna para os questionamentos acerca da realização das provas que foram levados a ele através de denúncias feitas por outros participantes do concurso em questão.
“Em audiência, entre outros temas, a presidente do sindicato dos professores, Laura Oppa, informou que professoras a procuraram para se queixar. Então, queremos que todos estes fatos sejam apurados”, enfatiza o presidente da Fundação Municipal de Educação.