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Fiscalização investiga líquido despejado em lagoa

Denúncia é que substância vermelha tenha sido descartada por uma funerária

09/08/2019 06:00

Um trabalho em conjunto, entre Fundação Lagunense do Meio Ambiente (Flama), Casan, Polícia Civil, Polícia Ambiental e Vigilância Sanitária, definiu alguns procedimentos que serão tomados no início da manhã de hoje após a denúncia de que um líquido vermelho, semelhante a sangue, está sendo despejado por uma funerária na lagoa Santo Antônio dos Anjos, no Centro Histórico.



De acordo com averiguação feita no local pela equipe de fiscais da Vigilância Sanitária e Flama, foi detectada irregularidade no sistema da rede de esgoto da funerária, que está ligada diretamente na lagoa, sem tratamento prévio. Segundo a presidente da Flama, Deise Cardoso, foi solicitada análise do líquido pelo IGP (Instituto Geral de Perícias) para saber se é sangue, corante ou outro material.


De acordo com a Casan, aquela região do Centro Histórico possui a nova rede ligada à estação de tratamento de esgoto, mas o estabelecimento notificado ainda está ligado à rede antiga. Neste caso, precisaria realizar os três níveis de tratamento prévio (peneiramento, fossa, filtro e cloração) antes de ser descartado.


Primeiro, a Vigilância Sanitária do município notificou o proprietário para regularização. A Polícia Civil irá investigar a denúncia feita pela Fundação Lagunense do Meio Ambiente para descobrir se há crime civil. A Flama, no entanto, segue na investigação do crime ambiental.


O material coletado será analisado em laboratório para confirmar qual líquido foi despejado na lagoa. A Casan informou que realizará, já no início da semana que vem, a ligação do local à nova rede da ETE.


De acordo com o tenente Fernando Magoga Conde, da Polícia Militar Ambiental, as denúncias foram feitas ainda na noite de quarta-feira, quando um pescador percebeu o líquido saindo de uma tubulação diretamente na lagoa Santo Antônio dos Anjos. “Se for comprovado o crime ambiental, a multa pode variar de R$ 5 mil a R$ 50 milhões e, pelo Código Penal, pode dar de um a cinco anos de reclusão”, pontua o tenente.

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