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Falta recurso para obra de santuário

13/07/2019 06:00

O monumento em homenagem à Santa Paulina, que seria construído no Morro do Mirim, em Imbituba, pode demorar mais do que se esperava ou, até, nem sair do papel. Entre os motivos, está o alto custo para o município.


Monumento e obras de infraestrutura necessárias no entorno custariam aos cofres públicos, segundo o prefeito Rosenvaldo da Silva Júnior, algo em torno de R$ 10 milhões. “O que é inviável ao município neste momento”, pondera. 


Mas, ainda assim, o prefeito diz que a obra, paralisada desde o início da sua gestão, em 2017, poderia ser retomada, mas com alguns ajustes. Ele explica que assim que assumiu, o que precisou fazer foi cancelar o contrato com a empresa responsável pela obra, seguindo orientação do Tribunal de Contas e do Ministério Público. Estima-se que algo em torno de R$ 600  mil tenham sido gastos com as obras até o momento de sua paralisação.


“Havia algumas incoerências no projeto, entre elas o zoneamento não ser permitido e questões ambientas pendentes, por exemplo. Por conta destes problemas, cancelamos o contrato vigente e a obra, até então de terraplanagem do local, foi paralisada”, conta Rosenvaldo.


Ele explica ainda que até existe a ideia de dar continuidade ao projeto do santuário, mas muitas coisas precisariam ser resolvidas, que vão além da construção do monumento propriamente dita.


“Já enviamos uma solicitação de projeto para a Amurel, mas, além do monumento no alto do morro, é preciso antes fazer toda a obra de infraestrutura do local, como a pavimentação do acesso ao morro, um local de recepção ao turista, entre outros. É preciso que seja algo completo, bem feito, com tudo o que é necessário”, pontua. “O problema disso tudo, volto a dizer, é o valor que custaria ao município, que poderia ultrapassar os R$ 10 milhões, dinheiro que não temos”, ressalta.


Rosenvaldo também completa dizendo que os moldes do monumento à santa, feito pelo artista plástico tubaronense Marcelo Francalacci, estão de posse do município, armazenados em um local próximo ao que seria o santuário.

 

Expectativa era gerar empregos e incrementar o turismo na região

Quando foi dada a ordem de serviço, em março de 2016, foi estimado que o monumento em homenagem à Santa Paulina deveria gerar empregos em diversos setores da economia e, durante o ano todo, trazer cerca de 50 mil visitantes por mês.


Um ano antes, já havia sido lançada pela prefeitura a pedra fundamental. Em seguida, a empresa começou a montar o canteiro de obras com foco no fornecimento de energia. “Este investimento no turismo religioso vai fortalecer o turismo o ano inteiro, especialmente na baixa temporada e nos feriados religiosos”, explicou, na época, o então prefeito Jaison Cardoso.


A empresa MK Construções Ltda, da cidade de União da Vitória, no Paraná, era a responsável pela execução da obra, que a partir da assinatura do contrato teria prazo de 30 meses para a conclusão do trabalho de um dos maiores monumentos religiosos do mundo, com mais de 45 metros de altura.


Na mesma época da assinatura da ordem de serviço, em 2016, Imbituba recebeu a visita da diretora do Santuário de Santa Paulina em Nova Trento e do secretário de Turismo do município na época.


Eles foram recebidos pelo chefe de gabinete daquela gestão, pelo representante da secretaria de Turismo, pela miraculada Eluisa Rosa de Souza (cujo milagre foi um dos responsáveis pela canonização) e pelo então presidente da Associação dos Peregrinos da Caminhada da Terra do 1º Milagre de Santa Paulina, Camilo Carvalho Damazio (que faleceu em agosto do mesmo ano).


Entre os principais assuntos, estiveram o monumento, a Casa do Peregrino - uma integração entre Imbituba e Nova Trento -, protocolo de intenção, construção do mural de integração dos peregrinos na gruta de Santa Paulina, entre outros. Em seguida o grupo visitou os moldes do monumento e o escultor Marcelo Francalacci, que explicou o conceito artístico da obra.

 

Artista tubaronense era o responsável pelo monumento

O tubaronense Marcelo Francalacci era o responsável pelo monumento da Santa Paulina, em Imbituba, que deveria ter 46,5 metros de altura. A primeira etapa das formas artísticas chegou a ser concluída e a obra foi para a parte civil, de terraplanagem, fundação e vigas. O criador do monumento da Santa Paulina também avaliou que o local seria um ponto turístico religioso que deveria alavancar a economia da cidade e da região, principalmente na baixa temporada, além de fomentar empregos e desenvolver outras atividades que estarão no entorno do monumento. Marcelo ainda explicou ao DS, na época, que o espaço externo teria banheiros, lojas e posto de segurança, bem como um mirante.

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